segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Dessa tristeza que a gente não gosta de sentir

Fui criada desde pequena com uma visão bem espírita (por influência da minha mãe) sobre a vida e a morte: nunca acreditei em céu ou inferno, mas sim em lugares para onde se vai de acordo com sua evolução moral/espiritual. E que a vida na terra é apenas uma passagem.

Mas, ainda assim, me choquei ao saber que um amigo nosso, o Lucky Ravaneli , faleceu de repente. Ele era um cara saudável, sem vícios, apresentava programas de TV e até filmou a cerimônia do meu casamento com o Nelson. Custei a acreditar numa morte tão "do nada": em conseqüência de embolia pulmonar causada por uma trombose. Foi tão difícil acreditar que quase nem consegui sentir nada na hora em que fiquei sabendo. Mas então, trocando de canais na TV, me deparei com essa homenagem que fizeram pra ele e, aí sim, minha ficha caiu. E doeu, mesmo eu tendo convivido pouquíssimo com ele.

Engraçado que, no mesmo dia em que o Lucky morreu, Nelson e eu, sem sabermos do que se passava, chegamos até a conversar sobre ele. Tanto que até entramos em seu site e eu tirei sarro de algumas fotos dele todo "cheio de pose". Nelson até lembrou de um projeto que os dois tinham (e que acabou ficando só no papel) de fazerem um programa sobre Metal na UpTV...

Não me revolto contra a morte, nem quero que minha tristeza possa fazer mal a ele, onde quer que esteja. Por isso procuro mentalizar boas vibrações para que o nosso amigo possa seguir um caminho iluminado. Se ele se foi assim, de uma hora para a outra, foi porque chegou sua hora. O que me deixa feliz é que ele agora, enfim, poderá rever sua mãe (veja o vídeo no link, onde ele diz que sente falta dela).

Coisas desse tipo só reforçam mais ainda a minha crença em que devemos aproveitar cada instante da nossa vida com coisas que realmente valem a pena. Tudo é aprendizado.

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