domingo, 10 de julho de 2011

That's life

Disseram que eu mudei, que não sou mais a mesma de antes. Eu não mudei. Continuo sendo a Isabela, fã incondicional dos Beatles e de Rock'n'Roll,  que adora livros e veste boca de sino e sai alegre e saltitante por aí.
A minha essência não mudou e nunca mudará, pois, ao contrário de muita gente, não sou volúvel e não me deixo levar com a maré.

O que acontece é que me não me apego a velhos (pré)conceitos. Me permito conhecer coisas novas, e não tenho medo de errar. Prefiro mil vezes arriscar e viver uma vida feliz a continuar na eterna "zona de conforto" que, na verdade, nem é muito confortável, pois é feita da poeira de tempos que já se foram.

Tudo que é vivo se renova, esse é o segredo. E, como a vida continua pulsando fortemente em minhas veias, eu me renovo também. Por isso é que não tive receio de investir em todas as transformações pelas quais passei. Mudei de casa, de cidade (e de alguns amigos também); me casei e... cá estou eu: feliz e realizada, olhando em frente e avistando um horizonte cada vez mais luminoso.
Passei a ouvir metal, mas nem por isso deixei de ouvir MPB; passei a freqüentar outros lugares e ver outras pessoas, mas isso não me fez alguém diferente do que sempre fui.

Uma coisa é deixarmos nossa personalidade e nossos gostos serem como chuvas de verão: passageiras (coisa que, ainda bem, não acontece comigo e muito menos com o meu marido); outra (tão radical quanto) , é nos  prendermos a "cadeias mentais" que não permitem que conheçamos coisas novas. A vida é cheia de circunstancias, aprendizados, direções. Cabe a nós sabermos qual atitude tomar. Eu já tomei já minha, estou tranqüila ao lado do meu marido, e sempre estarei. Se isso incomoda alguém ou faz com que pensem que "não sou mais a mesma", mil perdões, mas só posso dizer que quem ter que saber disso sou eu, e ninguém mais.

5 comentários:

Pitty que Pariu disse...

Post bacana, com um tom de "acerto de contas". Sem o pejorativo "volúvel", o tempo é mesmo o que embala nossas vidas, e é o que se reflete nela também. Concordo que a essência permanece, mas é bom gozarmos da liberdade de experimentar. E pelo que li você em muito boa companhia experimenta o que te aparece. Isso é viver. :D

Pitty que Pariu disse...

Posta bacana, no tom de um "acerto de contas". Gozar da liberdade é experimentar tudo, fugindo das famigeradas prisões mentais. E pelo que li você vive tudo, e em muito boa companhia. Isso é viver!

Jay A. disse...

Acho que com o passar do tempo é necessário que as pessoas mudem, para que cresçam. Mas como você mesma disse "sua essência não mudou", e isso é muito importante. Espero que você esteja bem consigo mesma e suas opiniões (:

Ah, assiste os filmes sim!! São ótimos, pelo menos pra mim que adoro um drama haha

Marina Peppers disse...

Ah, eu sei como é isso.
Eu tô bem naquela fase de escolher as coisas... Tô pra fazer 17 e sinto que estou começando a funcionar de outro jeito, mas ainda sou eu. E também tem gente falando que mudei, mas eu sei que não é verdade.
Muito bom seu post! :)

Helen Araujo disse...

Penso que devemos estar abertos sempre. Algumas pessoas tem verdadeiro horror ao diferente, pois acham que saindo da rotina, estam perdendo sua personalidade ou negando as raízes. Só que aprendi que estamos em constante evolução, e vez por outra mudar de opinião ou comportamento é qse que uma necessidade, por que dia após dia, algo muda dentro de nós. Isso se chama maturidade...

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