segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Filmes que vi recentemente

Maria Antonieta

Ouvi falar por muito tempo desse filme, mas nunca tinha tido muita vontade de assistí-lo. Me parecia meio vulgar, chatinho, sei lá. Mas, outro dia, vendo uns Tumblrs da vida, me deparei com um GIF dele e resolvi dar uma assistida... e curti. Não é nada do que eu imaginava, na verdade é um filme morno (o que me deixou com a grande pergunta: por que tanto falatório sobre algo tão... normal?), mas retrata bem a história dessa rainha. A trilha sonora combinou bem com as licenças poéticas, e a fotografia do filme em geral é maravilhosa. De certa forma me identifiquei com a personalidade de Maria Antonieta, e até me interessei com a história dela, tanto que baixei um outro filme sobre o mesmo assunto (ainda não vi) e tenho lido muito sobre.

Achei aqui


Faces in the Crowd

Descobri esse filme sem querer. Estava pesquisando no Google sobre "prosopagnosia" e vi alguém comentando que a história rodava sobre esse assunto. Por que eu estava pesquisando sobre isso? Acredito que eu tenha essa disfunção cerebral com nome engraçado que faz com que a pessoa não se recorde de rostos. É algo meio complexo, mas tenho quase 100% de certeza de que tenho (acho que depois vou fazer um post mais detalhado sobre isso). 
Sobre o filme: meio chato. É a história de uma professora que testemunha um assassinato e é atacada pelo assassino. Nesse ataque ela cai de uma ponte e bate a cabeça, sofrendo uma concussão cerebral. Quando acorda, não reconhece ninguém, nem as pessoas mais próximas. Mas ela não perdeu a memória, pois consegue se lembrar de seu namorado, suas amigas, etc, apenas não consegue olhar para seus rostos e se lembrar de suas feições. Assim ela descobre que a batida na cabeça resultou numa seqüela inesperada: a prosopagnosia. Esse novo fato em sua vida traz transtornos em seu trabalho e relacionamentos pessoais. Pior do que isso: o bandido que a atacou, de alguma forma misteriosa, sabe dessa sua disfunção e usa disso para assediá-la, ciente de que ela nunca conseguirá reconhecê-lo.  O suspense da história gira em torno da dúvida de quem é o assassino e como ela poderá se defender dele.

Como alguém que tem essa disfunção, posso dizer que o filme é meio exagerado. Na história a personagem sequer consegue reconhecer o seu namorado: cada vez que ele aparece em cena é como se fosse uma pessoa nova (sei que no filme foram usados  - acho - uns 6 atores diferentes). Isso é balela pura. Se fosse assim, eu nunca reconheceria meu marido. O que acontece é que eu não me lembro MESMO dos rostos das pessoas (nem o meu próprio), mas se as vejo na rua consigo identificá-las, lógico. A diferença é que demora muito pra eu me adaptar às feições, e normalmente as reconheço pelo estilo de se vestir, cor do cabelo, modo de falar, etc. Isso o filme também mostra, mas a impressão geral que fica é que quem tem a prosopagnosia não consegue quase sequer se relacionar com as pessoas, o que NÃO é verdade.


Anne Frank: The Whole Story (2001)

Recentemente reli o Diário de Anne Frank (numa versão muito pobre por sinal, cheia de cortes e com uma tradução péssima; pretendo daqui um tempo ler outra em inglês que parece ser mais completa) e fiquei com vontade de ver algum filme baseado na história. Encontrei esse e me interessei. São mais de três horas (!) de duração. A atriz que a interpretou me fez lembrar muito a Anne original (pelo menos no que ela transpassou no livro), com seu jeito "espevitado" e levemente presunçoso, mas ao mesmo tempo sensível. Os cenários são idênticos ao anexo em que ela e sua família se esconderam e a narrativa dá uma grande ênfase às pessoas que os ajudaram durante os dois anos em que ficaram "mergulhados" fugindo dos nazistas. Mas o que me incomodou foi que o desencadeamento dos fatos não foi muito fiel ao que Anne escreveu em seu diário. Além disso, as "personagens" parecem muito mais novas do que deveriam, o que fica um pouco desconexo. Algo muito bom no filme é que mostrou-se (da melhor forma possível) tudo o que aconteceu após a captura deles (essa parte do filme é terrivelmente triste) e um pouco de como o pai de Anne (único sobrevivente) seguiu após os ocorridos.


O Diário de Anne Frank (2009)
(Não achei uma versão em inglês ou português)

Encontrei esse outro e achei interessante assistir pra comparar as duas versões. Logo de cara, odiei a atriz: o rosto dela me pareceu pateta demais pra ser uma Anne Frank e seu jeito muito grosseiro. Além disso, modificaram os cenários (talvez pra facilitar as filmagens) e acabou que descaracterizou totalmente, ficou muito diferente do original. Sem contar que a mãe da Anne foi retratada de uma forma tão idiota e cabisbaixa que me deu até raiva. Mas o lado bom do filme foi o que justamente faltou na versão de 2001: a história foi narrada de acordo com o diário (literalmente). A fotografia também é mais bonita que na versão anterior. Mas a história pára justamente quando eles são capturados e quase não se mostra o esforço que os amigos da família fizeram para ajudá-los. 
Acredito que o filme perfeito sobre Anne Frank seria uma fusão desses dois: os cenários, a ênfase no "pós anexo" e a atriz da versão de 2001 com a narrativa da de 2009. Quem sabe um dia façam algo assim?

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Tenho agora mais uns 13 filmes na lista para assistir, a maioria deles ligados à música e dança. Meu plano original era assistir um por dia, mas quem disse que minha preguiça/procrastinação deixaram? Lol. 
Prometo que serei menos relapsa e assistirei o mais rápido possível pra poder postar aqui, pros meus leitores fantasminhas ^_^

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