quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Livros que li nos últimos tempos

Tenho lido menos do que gostaria, mas mesmo assim, da semana passada pra cá, consegui ler três livros inteiros - coisa que há muito tempo não acontecia!

O primeiro é um romance espírita que eu já tinha lido quando era criança (e por isso mesmo não lembrava muito da história).

Violetas na Janela
                         

História de uma garota de 19 anos que falece de aneurisma cerebral e se vê "do outro lado", numa colônia no mundo espiritual. Lá ela reencontra velhos conhecidos e parentes, e tem a chance de relembrar como é a vida dos desencarnados, trabalhar e aprender. A narrativa é muito delicada e positiva, flui tão bem que li em menos de dois dias!
Uma bonita história.

@mor



Livro-diálogo de um casal que se conhece através de e-mails (tudo começa com um erro de grafia que  acaba mandando a mensagem inicial a um destino totalmente inesperado). Não há um trecho de narração sequer neste livro, ele é todo construído através dos textos eletrônicos que Emmi Rothner e Leo Leike enviam um para o outro. É um diálogo inteligente, envolvente. Os personagens vão se expondo e entrelaçando um ao outro irresistivelmente. Eles se conhecem de forma extremamente íntima, mas sem um saber como o outro é (fisicamente). 
Em alguns momentos senti uma certa sensação de enrolação no enredo, mas no geral gostei muito desse livro, me senti bem à vontade com a história (até fiquei meio tristinha quando terminei a leitura!).

Emmi e Leo - A sétima ond@


Continuação do livro "@mor". A história se passa pouco mais de um ano depois da história anterior, após um tempo em que o casal esteve em hiato com suas mensagens. Nessa continuação surge uma personagem que pode atrapalhar a relação à distância dos protagonistas. Sinceramente, acho que o autor perdeu o fôlego que havia no livro anterior, pois esse me deixou um pouco entediada. Só fui até o fim porque fiquei com medo de perder alguma parte importante da história, mas a verdade é que tudo foi tão linear e simplório, cheio de vai-véns tão melodramáticos que, quando cheguei ao fim só conseguia pensar: "então, é SÓ ISSO???". 
Mas, enfim, foi um bom livro-pra-ler-quando-o-tédio-bate.


Sempre adorei ler, e só diminuí um pouco o ritmo por causa dos textos acadêmicos que têm tomado meu tempo. Mesmo assim, tenho uma lista ENORME de outros livros interessantes que quero ler logo, e é bem possível que eu poste minhas opiniões sobre eles aqui ;)

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Eu, habilitada!


Depois de três anos e muito sofrimento, ESTOU HABILITADA!

Minha foto na CNH ficou horrorosa, afinal é de 2010!
Meu caso não foi como normalmente acontece com o pessoal: eu não tive nenhuma reprovação, desde o curso teórico, em 2010, fui uma das melhores alunas. Mas meu problema é que eu quase não tenho impressões digitais, e assim eu não conseguia marcar presença nas aulas. O "lindo" do pessoal do Ciretran de Santo André não reconhecia isso, mesmo eles sabendo que em casos assim o procedimento padrão é dar uma "exceção de digital", pra que assim eu continuasse as aulas sem ter que passar pelo leitor biométrico. O que eles diziam é que eu deveria "continuar tentando" da forma tradicional (como se eu tivesse digitais), mas era mais que óbvio que isso não levaria a nada. 

O tempo passou e, depois de um ano, meu prazo para obtenção da CNH expirou e eu teria de começar tudo de novo, uma injustiça, visto que isso não era culpa minha, eu não tinha simplesmente "largado" a obtenção, como eles tanto queriam que parecesse. Eu tinha tentado de todos os jeitos conseguir a exceção, falei com meio mundo do Ciretran, mas ninguém moveu uma palha pra me ajudar. Sendo assim, recorri ao judiciário para que meu direito fosse reconhecido e eles fossem obrigados a me conceder a bendita exceção. Dois anos se passaram. Tive a primeira audiência da minha vida como autora de um processo, e então, em acordo diante da juíza, tanto o Ciretran quanto a Prodesp (que também tinha responsabilidade no caso), se prontificaram finalmente a conceder a exceção e aumentar meu prazo para mais um ano para poder finalizar a obtenção da CNH. Fiz as aulas práticas que ainda faltavam e a assustadora prova prática (eu já tinha completado a parte teórica antes do processo).

E então, nessa semana, a tão esperada notícia: passei na prova e me habilitei! 

Esses anos todos foram muito desgastantes. Ver pessoas bem mais novas que eu tirando suas habilitações em pouco tempo e sem problemas e eu, "na geladeira" esperando uma solução era algo que me deixava muito mal. Várias pessoas duvidaram do meu caso, achavam que era mentira minha. Mas tá aí, a prova. Consegui finalmente algo que por direito eu já deveria ter em mãos desde 2010!

Até hoje não sei exatamente qual problema de pele eu tenho que me faz ter digitais tão falhas que quase são inexistentes. Fato é que em qualquer leitor biométrico de digital que eu passe, tenho problemas. Já imagino que quando for renovar título de eleitor e outros documentos, terei mais dores de cabeça (já tive também ao renovar o RG), mas por enquanto uma conquista já se concretizou: agora serei mais uma motorista nesse caótico trânsito de São Paulo!

Até Kylie Jenner, que é sete anos mais nova que eu, conseguiu a habilitação dela antes de mim, ô zica, hahaha!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Elena


Uns dias atrás meu marido trouxe uma revista Época que um senhor tinha dado pra ele na rua. Dei umas folheadas, interessada numa matéria sobre celular e internet. Mas em meio aos outros textos, encontrei um com a foto de Petra Costa com o título "A arte ajudou a curar minha dor". A princípio pensei: "bléh, deve ser só mais uma matéria recheada de demagogia. Mas, meio sem querer, acabei lendo um pedacinho que falava da irmã de Petra, a Elena, que tinha falecido em 1990 e que, muitos anos depois, impulsionou sua irmã a saber mais sobre ela e criar um filme; acabei lendo a matéria inteira. Aí não deu outra, fiquei super curiosa e me perguntei: "quem é Elena? "

Joguei no Google, vi fotos e achei a página oficial do filme. Foi ao ver o trailer que percebi:


EU PRECISAVA VER ESSE FILME.

Procurei feito doida, pensei que não fosse achar. Mas aí, felizmente, tive acesso a ele.
A princípio fiquei meio assim "vai que nem é tão bom quanto parece?", mas dei um voto de confiança ao documentário.

Nos primeiros minutos, a surpresa: logo de cara o filme começa com a "Dedicated to the one I love", uma das minhas músicas preferidas do "The Mamas & The Papas". Até arregalei os olhos de alegria. É lógico que ali eu já tinha sido conquistada.

O filme todo tem um misto de lirismo e dor tão intenso que beira ao indescritível. Além da tristeza pulsante, claro. Mas o que é lindo é que essa tristeza foi sintetizada com cheia de luz, com muita poesia e sensibilidade. A princípio o filme começa tão terno e juvenil, narrando os anos iniciais da vida de Elena e Petra, que quase esquecemos que a história é triste. Parece um conto de alegria e amor; amor à arte e a vida.

E arte, muita arte. Dança, luzes, forças... uma força enorme na vontade de Elena em ser tudo o que ela sonhou. Em ser melhor, sempre melhor. E a água, sempre presente como elemento essencial.

Mas ao longo dos minutos a narrativa pesa, fica carregada de sentimentos tristes. E nem assim o filme perde sua beleza.

Assistindo "Elena" tive sensações semelhantes às que senti quando li The Lovely Bones pela primeira vez:  mistura de luz e dor, um leve temor quanto a fragilidade da vida, retraição e vontade de sair correndo, suspiro cheio de sentimentos doces... enfim, terminei a história com uma impressão forte que me fez ter sonhos agitados.

Pra quem gosta de histórias bonitas e não se importa que elas sejam tristes, esse documentário é um prato cheio. Valeu cada minuto assistido.


E ainda tem mais um pouco de "Dedicated to the one I love" no final, que é pra me matar de vez do coração!

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