sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A raiva que um filme (ruim) pode causar

Todo mundo que me conhece um pouco sabe a beatlemaníaca doida que eu sou. Até meu blog deixa isso transparecer. Então, não é grande coisa imaginar que me interesso por cada filme que lançam e colocam o nome dos Beatles no meio.
Foi assim em 2007, com "Across the Universe", filme com personagens totalmente inspirados em músicas dos Fab 4 e uma trilha sonora - diziam os jornalistas- muito boa. Lógico que logo na primeira vez em que ouvi falar desse longa já fiquei super animada para assisti-lo; o único problema era que ele estava passando apenas em alguns cinemas específicos, e nenhum perto de onde eu morava. Então acabei deixando esse filme de lado, até que praticamente esqueci da sua existência.

Os anos se passaram e, recentemente, visitando o blog de uma amiga minha, me deparei de novo com esse assunto, e resolvi matar de vez a curiosidade e baixar o bendito filme.

E, sabe o que eu descobri?

Que "Across the Universe" tem tudo o que eu não gosto num filme. Em outras palavras: é uma merda.
EU ODIEI ESSA BOSTA.

Primeiramente: acabaram com as músicas dos Beatles. Ou, melhor dizendo, TRUCIDARAM as canções que eu tanto amo. Todos os atores têm vozes irritantes e cantam  de um jeito tão meloso e babaca que sinto raiva só de lembrar. Sem contar as coreografias forçadas que lembram musicais adolescentes no baixíssimo nível de "High School Musical" (blergh!) e  podem ser consideradas uma tragédia à parte.

Além disso, essa porcaria tem personagens com nomes que aparecem em músicas dos Beatles, como por exemplo a Lucy, tirada de "Lucy in the sky with diamonds". OH, NOSSA, QUANTA ORIGINALIDADE, DE QUEM ESCREVEU ESSE FILME, HEIN? Mais uma vez tenho raiva só em pensar nisso.
Se esses personagens fossem pelo menos um pouco interessantes, eu até daria um desconto. Mas não, eles são insossos, chatos mesmo. E ficou pior ainda depois que, no meio da história, aparecem duas figuras tentando imitar ridiculamente Jimi Hendrix e Janis Joplin (eu achei uma enorme falta de respeito). A imitação da Janis era tão paraguaia que acabava se parecendo mais com a Xandra Joplin, credo.

A história é tosca. O enredo é um enorme clichê sobre guerras, idealismo, e tudo mais que já cansou, de tão batido que é. E, claro, não podia faltar um romance tipicamente adolescente.Quanto tédio (zzzZZZZzzzz) .

Só não digo que me arrependo de ter perdido o meu tempo vendo essa coisa porque, pelo menos, sei que teria sido pior se em 2007 eu tivesse me dado ao trabalho de ir até um cinema e tivesse PAGO pra assistir um lixo desses. Do jeito que eu sou, tenho quase certeza de que teria largado o filme no meio da sessão, de tanto ódio.

Essa é a única coisa que esse filme ridículo consegue fazer bem: deixar com raiva, MUITA RAIVA.

(O pior foi descobrir que "Ringo Starr, Yoko Ono, Paul McCartney e Olivia Harrison declaram que viraram fãs do filme". Affemaria!)
Que filme ruim.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Dessa tristeza que a gente não gosta de sentir

Fui criada desde pequena com uma visão bem espírita (por influência da minha mãe) sobre a vida e a morte: nunca acreditei em céu ou inferno, mas sim em lugares para onde se vai de acordo com sua evolução moral/espiritual. E que a vida na terra é apenas uma passagem.

Mas, ainda assim, me choquei ao saber que um amigo nosso, o Lucky Ravaneli , faleceu de repente. Ele era um cara saudável, sem vícios, apresentava programas de TV e até filmou a cerimônia do meu casamento com o Nelson. Custei a acreditar numa morte tão "do nada": em conseqüência de embolia pulmonar causada por uma trombose. Foi tão difícil acreditar que quase nem consegui sentir nada na hora em que fiquei sabendo. Mas então, trocando de canais na TV, me deparei com essa homenagem que fizeram pra ele e, aí sim, minha ficha caiu. E doeu, mesmo eu tendo convivido pouquíssimo com ele.

Engraçado que, no mesmo dia em que o Lucky morreu, Nelson e eu, sem sabermos do que se passava, chegamos até a conversar sobre ele. Tanto que até entramos em seu site e eu tirei sarro de algumas fotos dele todo "cheio de pose". Nelson até lembrou de um projeto que os dois tinham (e que acabou ficando só no papel) de fazerem um programa sobre Metal na UpTV...

Não me revolto contra a morte, nem quero que minha tristeza possa fazer mal a ele, onde quer que esteja. Por isso procuro mentalizar boas vibrações para que o nosso amigo possa seguir um caminho iluminado. Se ele se foi assim, de uma hora para a outra, foi porque chegou sua hora. O que me deixa feliz é que ele agora, enfim, poderá rever sua mãe (veja o vídeo no link, onde ele diz que sente falta dela).

Coisas desse tipo só reforçam mais ainda a minha crença em que devemos aproveitar cada instante da nossa vida com coisas que realmente valem a pena. Tudo é aprendizado.
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