terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Músicas que me dão uma "coisa"

Sabe aquele sentimento de "saudade de sei lá o quê" que a gente sente quando ouve uma música? Pois é, ultimamente tenho sentido muito isso com essas aqui:








Antes que algum boboca curioso pergunte: "ué, mas ela é fã dos Beatles, cadê eles nessa relação?" já vou logo dizendo: não é porque sou fã dos Fab Four que vou deixar de ouvir e/ou conhecer o som de outras bandas, ok? ;)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

SHOW DO RINGO!!!! 12/11/2011

Apesar de já ter se passado mais de um mês desde o dia em que vi o baterista dos Beatles ao vivo e a cores, ainda assim quero postar aqui o que esse dia representou para mim.

Naquele fatídico 12 de novembro, acordei às 6h da matina sem nenhuma vontade de sair de casa tão cedo. Então voltei a dormir. Acordei às nove e pouco e morrendo de preguiça de ir logo para o show. No fundo eu sentia que chegar cedo não adiantaria muita coisa. Mas, no fim, acabamos, Nelson e eu, saindo de casa lá pelas 11h30m.

Chegamos ao Credicard Hall ao meio dia e pouquinho. Tinha ainda pouca gente na fila, e isso começou a me animar um pouco mais. Com o tempo a fila foi enchendo, óbvio, e nós lá, numa boa.


O casal mais lindo do mundo esperando na fila!

Após umas duas horas, fomos nos dando conta de que a fila estava crescendo muito mais na nossa frente do que atrás de nós. Era aquela velha e maldita história de neguinho chegando depois, encontrando algum amiguinho no meio da fila e pedindo: "aaah, posso ficar com vocêêêê aqui na fila? Tem muita gente lá atrás!" e a gente (que tinha chegado BEM ANTES) só se ferrando nisso tudo. Quanto mais o tempo passava, mais eu ficava estressada com a situação. Quanta falta de respeito! Sem contar que os seguranças estavam cagando e andando não demonstravam se importar muito com o que o pessoal estava fazendo. Mas ainda bem que eu tinha meu marido lindo ao meu lado para aquietar meu facho.


A fila pro show

O tempo passou e eu, imaginando que ficaria atrás deum monte de gente folgada e acabaria nem vendo nada do palco, já estava perdendo os ânimos de assistir o show.

Então, na hora certa, "soltaram" a fila. Digo soltaram porque aquilo foi literalmente o estouro da boiada. Achei tudo aquilo ridículo, mas como eu já estava na fila, não podia mais desistir. Beijei o Nelson (que ficou do lado de fora, pois só tínhamos comprado ingresso pra mim) e fui seguindo o fluxo doido da fila. Passei por vários seguranças, fui revistada e passei pelos portais daquela merda de Credicard Hall. Logo dei de cara com um salão enorme, que parecia a entrada de um cinema, com balcão vendendo pipoca e tudo mais. Como nenhum segurança informou como chegar à pista do show, todo mundo estava correndo naquele salão feito umas baratas doidas, inclusive eu. Essa foi uma cena cômica, admito.

(eu estou rindo disso nesse exato momento)

Então, enfim, achei a escada de acesso. Passei por mais dois seguranças e tive que mostrar pela milionésima segunda vez meu ingresso. Em seguida, olhei para a pista lá em baixo: ELA AINDA ESTAVA QUASE VAZIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Não sei bem como se deu esse milagre, mas acho que, na hora da revista, muita gente ficou pra trás por um motivo ou outro, então eu meio que "passei na frente" desse povo! bem feito praquele bando de gente chata!


Saí correndo pista a fora e parei o mais próximo possível do palco. Tinham, no máximo, umas quatro pessoas na minha frente. Sapateei de tanta alegria.

Esse era o meu ponto de vista. Olha como eu tava perto da grade!

No tempo em que ficamos todos esperando, me lembrei do show do Paul, onde minha barriga até gelava de ansiedade ao olhar o palco e esperá-lo dar o ar de sua graça. Esperar o Ringo foi tão emocionante quanto esperar o Paul. Acho que os melhores momentos da minha vida beatlemaníaca foram esses, na ansiedade dos meu ídolos subirem ao palco ♥

Aí o show começou. A pista fervia de gente doida se empurrando (no show do Paul não tinha tanto empurra-empurra, mas também pudera, era pista prime e num estádio, então tava todo mundo muito mais acomodado). A banda apareceu e eu me rasgava de tanto gritar. Aí o Ringão apareceu também. E eu morri. E eu chorei. E affemaria.


E eu gravei esse vídeo =)

Dá pra acreditar que tirei essa foto linda?? Nem sei como consegui, pois eu tremia e gritava muito!

A banda All Starr Band foi ótima, tocou um monte de músicas legais. Vi o Edgar Winter pela segunda segunda vez esse ano (a primeira vez foi na Virada Cultural de SP, em maio), sorri para o Gary Wright e ele piscou pra mim, enfim, foi tudo incrível.


 
Edgar Winter



Gary Wright (nem acredito que fui eu que tirei essas fotos!)



Richard Page

Edgar Winter e Rick Derringer

Rick Derringer

Uma parte da All Starr Band

Gregg Bissonette

Wally Palmar

Quando o Ringo cantou "With a little help from my friends" foi que a minha ficha mais caiu: "poxa, eu estou num show do Ringo, e mais uma vez (assim como no show do Paul), estou pertíssimo do palco!" Quem diria que eu, que aos 12 anos chorava ouvindo essa música e imaginando se um dia isso se tornaria realidade, conseguiria ser tão sortuda e vivenciar isso tudo? Chorei muito nesse momento.



Ringo! Ringo! Ringo!
(Todas as fotos foram tiradas por mim)

Definitivamente, esse foi um dos melhores dias da minha vida.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

E lá se foram 10 anos...

O ano era 2001. Eu, no alto dos meus 11 aninhos, vivia sempre alegremente marcada pela beatlemania que, no ano anterior, havia tomado conta da minha cabeça e do meu coração. Eu até já me perguntava se um dia conseguiria ver o show de algum dos remanescentes dos Fab Four. Meu maior sonho era poder ver Paul, George e Ringo juntos num palco.

Até que (não lembro se foi no começo ou no meio do ano), divulgaram a notícia de que George Harrison estava com câncer. Apesar de não ter ficado "arrasada" num primeiro momento, isso acabou me preocupando muito. Tanto que várias e várias vezes, no alto da minha ingenuidade quase infantil, procurei mentalizar que ele se curaria.

Então, no dia 29 de novembro, acordei com o som de Beatles vindo da TV na sala (ouvido de beatlemaniaco é fogo, percebe músicas deles tocando de longe!). Desci as escadas e peguei ainda a frase dita por uma repórter: "George dizia que os anos mais loucos de sua vida foram ao lado dos Beatles" com imagens deles aparecendo.
Eu ainda estava sonolenta e sem entender o que acontecia. Perguntei então para o meu pai, que me olhou com cara de dó e disse sem rodeios: "morreu".

Eu congelei. Fiquei quieta vendo o resto da reportagem, sem conseguir esboçar nenhuma reação. Logo em seguida, subi correndo as escadas, entrei no quarto dos meus pais e liguei o rádio. Estava sintonizado na 89FM (que naquela época ainda era a "Rádio Rock") e, justamente naquele momento, transmitia um especial em homenagem ao George. Logo tocou "My Sweet Lord". Nesse momento, não me contive; desabei a chorar.

Muito à contra gosto tive de ir para a escola naquele mesmo dia, pois precisava apresentar um trabalho. Eu quase nem conseguia falar, os soluços eram inevitáveis. Minhas amigas procuraram me consolar, mas no fundo tenho quase certeza de que elas nem entendiam muito o porquê de eu ter ficado mal com tudo isso.

Quando voltei para casa, ouvi um especial que a Rádio Kiss FM fez, também homenageando o George. Além disso, o pessoal do Jornal Nacional gravou alguns famosos comentando a influência que o guitarrista dos Beatles teve em suas vidas. E eu acompanhava tudo isso com uma tristeza enorme.

A morte do George Harrison foi um dos fatos mais dolorosos que vivenciei até então. Demorou um bom tempo para a dor amenizar. Depois disso, nunca mais consegui ouvir músicas como "All things must pass" sem sentir um certo nó na garganta. Mas, com o tempo, fui me dando conta de que ele, com toda a sua espiritualidade que lhe era tão peculiar, não ficaria feliz em saber que sua ida para outro plano causou sofrimento a quem quer fosse. Por isso, passei a procurar pensar nesse assunto com a maior tranqüilidade possível. Ainda mais depois de ler em uma revista (não me lembro qual) que sua família afirma que ele partiu em paz.

Enfim, nem acredito que já passaram 10 anos desde então! Tanta coisa aconteceu, consegui finalmente ver shows de dois remanescentes dos Beatles... que loucura.

Desejo apenas que o "tímido" George esteja bem onde estiver.  Imaginar que ele e o John podem estar por aí fazendo um som juntos é um pensamento que me alegra enormemente.

Que hoje possamos, então, pensar nele com muito amor e serenidade.

Nunca esqueceremos de você, George ♥

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Eu, bamboleando!

Fiz um vídeo de mim mesma bamboleando, espero que gostem =)



P.S.: Estou devendo um post falando sobre o show MARAVILHOSO do Ringo, que foi sábado passado. Logo, logo eu posto, hehehe!

domingo, 9 de outubro de 2011

Parabéns John, parabéns Sean, parabéns Paul (e Nancy!)

Se estivesse vivo, hoje John completaria 71 anos. Também hoje, Sean, filho de John, comemora suas 36 primaveras. E Paul McCartney, entrando nessas comemorações, acaba de se casar.
Hoje é um dia triplamente feliz!

Happy birthday, John ♥

John e Sean, nos anos 70

O mais novo casal: Paul e Nancy

(fotos tiradas de alguns Tumblrs )

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Um pouco da minha infância

Estava eu a passear pelo Google e, do nada, me veio a idéia de procurar algumas imagens de brinquedos e coisas que eu tive e/ou curtia quando criança. Embarquei numa viagem nostálgica. Aí, resolvi postar aqui algumas das coisas que achei:


Maquininha de escrever da Glasslite: quando tinha uns 3, 4 anos, estava assistindo tv com minha mãe e minha avó,  passou a propaganda desse brinquedo, e eu, logo de cara falei que queria uma maquininha dessa. Logo minha mãe comprou. Mas qual não foi minha surpresa quando, algumas semanas depois, cheguei na casa da minha avó (que era em outra cidade) e dei de cara com outra maquininha igual? Ela  também tinha  comprado sem saber que eu já tinha uma. Fiquei com as duas, lógico!


Caixa Registradora da Glasslite: não tenho certeza, mas acho que ganhei essa do meu tio. Me lembro de brincar com essa maquininha na casa da minha avó, com minha prima. Tinha dinheirinho igual o de verdade (na época a moeda oficial ainda não era o Real) e moedinhas de papelão, muito lindinhas. Eu vivia trancando a gavetinha com a chave dentro e endoidava sem saber como abri-la. Era só "fechar" uma compra que ela abria sozinha, como num caixa de verdade. Mal imaginava eu que, cerca de 13 anos depois, eu operaria um caixa de mercado e teria o mesmo problema pra abrir a maldita gaveta, hahaha!


Maquininha de costura: ganhei uma igualzinha a essa no dia das crianças de 1994. Minha mãe colocou numa caixa de papelão e fingiu que tinha recebido de um entregador dos correios enqüanto eu estava na creche. Fiquei super feliz, me lembro muito bem desse dia (apesar de ninguém acreditar, consigo  me lembrar de quase toda minha infância, dos 2 anos em diante). Essa maquininha tinha um "prendedor" embaixo, para fixar em mesas, prateleiras, etc., tinha também agulhinha para colocar linha e tudo mais. Girando a manivelinha, ela costurava "de verdade" (os pontos ficavam meio frouxos e desmanchavam fácil, mas eu nem me importava!).


Pega-Peixe: tive uns três desse brinquedo. O primeiro, ganhei da minha avó, era rosa e tinha três piscininhas com um monte de peixes. Eu adorava.

Eliana: eu, como a maioria das meninas que nasceram nos anos 90, adoraaaaaaaava assistir a Eliana no SBT. Toda manhã, antes de ir pra escolinha, eu ficava plantada na frente da tv cantando junto com ela a música dos dedinhos, super feliz. Tenho esse CD (da foto) até hoje. Confesso, quando ouço a música "Olha o passarinho" praticamente viajo no tempo, e consigo até lembrar o clipe dessa música, haha!

Boneca Emília: ganhei em 1996, da minha madrinha. Na época, a TV Cultura estava reprisando o "Sítio do Picapau Amarelo", por isso os brinquedos com essa temática estavam em voga. Só esse modelo de boneca Emília, em especial, não fez muito sucesso. Tanto que foi dificílimo encontrar uma foto dela no Google.



Botinha da Carla Perez: eu nunca gostei de Carla Perez, mas tive essa botinha. Minha mãe comprou em 1997 (época em que o troço do É O Tchan! estava na moda, argh) porque achou que erá ótima pra usar na chuva, pois, sendo de plástico, não deixava molhar os pés. A minha era bem nesse estilo coturno, só que vermelha (super discreta, haha!). Eu adorava essa bota porque, como ela tinha o bico igual o de um coturno de verdade, eu podia chutar os meninos pentelhos da escola. Sério, me enchiam muito o saco (porque eu sempre tive cara de CDF), mas como nunca fui flor que se cheire, chutava a canela deles mesmo! Tanto que fiquei conhecida na escola como a "menina da bota vermelha". Minha fama chegou até o pessoal da 4ª série, isso porque eu estava ainda na 1ª série, hehehe! 

Minigame paraguation: comprei esse em 1998, numa lojinha perto de casa. Viciei totalmente. Tanto que vivia dia e noite com a musiquinha dele na cabeça, e cheguei até a levá-lo pra escola pra jogar durante o recreio. Foi através dele que tive meu primeiro contato com o Tétris (na época eu chamava esse jogo de "o jogo dos tijolinhos"!).

Bichinho virtual: o primeiro de muitos que tive foi um amarelo,com orelhinhas de cachorro e tudo mais (minha avó quem me deu), mas não achei foto no Google. Depois desse tive trocentos.Um dos que eu mais gostei foi um branco, igual o da foto. Era de um macaquinho muito doido que até assistia TV!



Cestinha de compras da Elka: ganhei de uma vizinha em 1999, eu acho. Vinha com todos esses itens, e eu achava a maior graça nas paródias dos nomes dos produtos, como o sabão em pó Elk (ao invés de OMO) e  a latinha de cerveja EKOL (ao invés de Skol).


Puxa Puxa Batatinha: esse eu ganhei no meu aniversário de 10 anos. Era como uma caixinha de batatas fritas do McDonald's onde os participantes iam tirando uma a uma, até alguém puxar uma das que estavam presas à caixinha e as outras batatas pularem na pessoa. Eu brincava muito disso com a minha irmã.

Sou o tipo de pessoa ultra nostálgica. Lembrar da minha infância me deixa feliz, pois foi uma época que me marcou muito, cheia de descoberta e aprendizado. Sendo exagerada, "abençoo" a internet por nos proporcionar essa viagem no tempo =) 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A raiva que um filme (ruim) pode causar

Todo mundo que me conhece um pouco sabe a beatlemaníaca doida que eu sou. Até meu blog deixa isso transparecer. Então, não é grande coisa imaginar que me interesso por cada filme que lançam e colocam o nome dos Beatles no meio.
Foi assim em 2007, com "Across the Universe", filme com personagens totalmente inspirados em músicas dos Fab 4 e uma trilha sonora - diziam os jornalistas- muito boa. Lógico que logo na primeira vez em que ouvi falar desse longa já fiquei super animada para assisti-lo; o único problema era que ele estava passando apenas em alguns cinemas específicos, e nenhum perto de onde eu morava. Então acabei deixando esse filme de lado, até que praticamente esqueci da sua existência.

Os anos se passaram e, recentemente, visitando o blog de uma amiga minha, me deparei de novo com esse assunto, e resolvi matar de vez a curiosidade e baixar o bendito filme.

E, sabe o que eu descobri?

Que "Across the Universe" tem tudo o que eu não gosto num filme. Em outras palavras: é uma merda.
EU ODIEI ESSA BOSTA.

Primeiramente: acabaram com as músicas dos Beatles. Ou, melhor dizendo, TRUCIDARAM as canções que eu tanto amo. Todos os atores têm vozes irritantes e cantam  de um jeito tão meloso e babaca que sinto raiva só de lembrar. Sem contar as coreografias forçadas que lembram musicais adolescentes no baixíssimo nível de "High School Musical" (blergh!) e  podem ser consideradas uma tragédia à parte.

Além disso, essa porcaria tem personagens com nomes que aparecem em músicas dos Beatles, como por exemplo a Lucy, tirada de "Lucy in the sky with diamonds". OH, NOSSA, QUANTA ORIGINALIDADE, DE QUEM ESCREVEU ESSE FILME, HEIN? Mais uma vez tenho raiva só em pensar nisso.
Se esses personagens fossem pelo menos um pouco interessantes, eu até daria um desconto. Mas não, eles são insossos, chatos mesmo. E ficou pior ainda depois que, no meio da história, aparecem duas figuras tentando imitar ridiculamente Jimi Hendrix e Janis Joplin (eu achei uma enorme falta de respeito). A imitação da Janis era tão paraguaia que acabava se parecendo mais com a Xandra Joplin, credo.

A história é tosca. O enredo é um enorme clichê sobre guerras, idealismo, e tudo mais que já cansou, de tão batido que é. E, claro, não podia faltar um romance tipicamente adolescente.Quanto tédio (zzzZZZZzzzz) .

Só não digo que me arrependo de ter perdido o meu tempo vendo essa coisa porque, pelo menos, sei que teria sido pior se em 2007 eu tivesse me dado ao trabalho de ir até um cinema e tivesse PAGO pra assistir um lixo desses. Do jeito que eu sou, tenho quase certeza de que teria largado o filme no meio da sessão, de tanto ódio.

Essa é a única coisa que esse filme ridículo consegue fazer bem: deixar com raiva, MUITA RAIVA.

(O pior foi descobrir que "Ringo Starr, Yoko Ono, Paul McCartney e Olivia Harrison declaram que viraram fãs do filme". Affemaria!)
Que filme ruim.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Dessa tristeza que a gente não gosta de sentir

Fui criada desde pequena com uma visão bem espírita (por influência da minha mãe) sobre a vida e a morte: nunca acreditei em céu ou inferno, mas sim em lugares para onde se vai de acordo com sua evolução moral/espiritual. E que a vida na terra é apenas uma passagem.

Mas, ainda assim, me choquei ao saber que um amigo nosso, o Lucky Ravaneli , faleceu de repente. Ele era um cara saudável, sem vícios, apresentava programas de TV e até filmou a cerimônia do meu casamento com o Nelson. Custei a acreditar numa morte tão "do nada": em conseqüência de embolia pulmonar causada por uma trombose. Foi tão difícil acreditar que quase nem consegui sentir nada na hora em que fiquei sabendo. Mas então, trocando de canais na TV, me deparei com essa homenagem que fizeram pra ele e, aí sim, minha ficha caiu. E doeu, mesmo eu tendo convivido pouquíssimo com ele.

Engraçado que, no mesmo dia em que o Lucky morreu, Nelson e eu, sem sabermos do que se passava, chegamos até a conversar sobre ele. Tanto que até entramos em seu site e eu tirei sarro de algumas fotos dele todo "cheio de pose". Nelson até lembrou de um projeto que os dois tinham (e que acabou ficando só no papel) de fazerem um programa sobre Metal na UpTV...

Não me revolto contra a morte, nem quero que minha tristeza possa fazer mal a ele, onde quer que esteja. Por isso procuro mentalizar boas vibrações para que o nosso amigo possa seguir um caminho iluminado. Se ele se foi assim, de uma hora para a outra, foi porque chegou sua hora. O que me deixa feliz é que ele agora, enfim, poderá rever sua mãe (veja o vídeo no link, onde ele diz que sente falta dela).

Coisas desse tipo só reforçam mais ainda a minha crença em que devemos aproveitar cada instante da nossa vida com coisas que realmente valem a pena. Tudo é aprendizado.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

" #BlogDay" e outras frescuras da internet

Daí que resolveram inventar dia pra tudo (e também comemorar datas sem noção que já existiam e que ninguém conhecia): Lingerie Day, Dia do Beijo, Dia do Orkut, etc, etc, etc... e todos os que querem parecer "in" comemoram esses dias como se fosse mudar alguma coisa em suas vidinhas, e eu só fico olhando e pensando: "que bosta é essa??!"

Até que descobri que hoje é o "Blog Day" .  E a primeira coisa que me veio à cabeça foi: "Tá. E daí??"
Sabe, a idéia de se ter um dia pra quem escreve em blogs é até legalzinha e coisa e tal, mas continuo achando esse negócio de "dia-de-se-comemorar-qualquer-merda" uma grande besteira. Sinto que a internet em geral está se banalizando cada vez mais com esses tipos de coisa que soam como  "encheção de lingüiça" sem sentido e totalmente chatas.

Engraçado que a impressão que dá é que, quanto mais as pessoas conseguem espaço pra se expressar, menos elas têm o que dizer; isso é algo que me deixa triste e decepcionada e também com cada vez menos ânimo de visitar redes sociais, por exemplo.

Minha maior vontade é ver um dia essas frescuras internéticas sendo deixadas de lado e dando espaço pra coisas mais interessantes surgirem, mas algo me diz que isso tudo só tende a piorar...
O melhor que posso fazer então é ficar aqui, na minha, escrevendo minhas coisinhas e não me deixando levar por tanta tosquice.

E não, eu não vou desejar um "feliz dia do Blog" pra ninguém.



Isabela Lennon


terça-feira, 23 de agosto de 2011

George Harrison estará sempre vivo em meu coração

Hoje abri o twitter e me deparei com a linda novidade: saiu o trailer do filme "GEORGE HARRISON: Living In The Material World". Obviamente as lágrimas foram inevitáveis (apesar de eu ter me esforçado ao máximo para não chorar, pois meu marido lindo estava ao meu lado, hehe). Não vejo a hora desse filme ser lançado e tenho quase certeza de que o assistirei mais de uma vez.


Me lembro bem de quando George faleceu: foi em 2001, eu tinha 11 anos e já era tão fanática por Beatles quanto sou hoje. Foi um baque gigante para mim, e demorou pra eu me recuperar. Mas o que me confortou foi ver (em uma reportagem da época, eu acho) a Olívia (esposa dele) dizendo que o George tinha ido em paz. 
Hoje o meu único pesar é saber que nunca terei a oportunidade de vê-lo num palco.


O que importa e me deixa muito feliz é que o legado de George nunca se esvairá. Por isso mesmo ele sempre estará vivo em meu coração e no de todos os que admiram o seu trabalho.




Não me canso de ver esse vídeo ♥

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Eu, "sumida".

Tenho me sentido meio assim (sacumé, né?) por não aparecer muito por aqui, mas nem sei muito bem por que isso tem acontecido. Acho que talvez seja minha atenção que tem dispersado com muita facilidade. São tantos blogs interessantes e sites cheios de imagens lindas que fico doida pra postar alguma coisa legal também, mas aí são tantas informações e idéias pipocando na minha cabeça ao mesmo tempo que acabo nem fazendo nada. Quer dizer, fazer eu até que eu tenho feito alguma coisa, mas nada aqui no meu bloguinho.

Por exemplo: depois da cirurgia que fiz estou bordando feito uma doida. Terminei uma toalhinha para a minha sobrinha e já estou bordando outra para a filha de uma amiga da minha mãe. Ninguém faz idéia do quanto me sinto bem podendo bordar sem ter que parar toda hora pra enxugar as mãos.

Bordado que fiz para minha sobrinha

Descobri também o quanto é bom desenhar, e sabe de uma coisa? Até que estou desenhando bem (eu, super modesta, né?) copiei à mão livre (para treinar mais meus traços) um desenho blog da San Smith (que é uma ilustradora incrível, recomendo o blog  e o Flickr dela) e estou cada vez mais feliz em descobrir que estou melhorando =)
Desenho copiado à mão livre a partir desse aqui

Tenho assistido bastante coisa. Terminei de ver a última temporada de Everybody Hates Chris  e agora estou me divertindo e matando a saudade de Sabrina, aprendiz de Feiticeira e The Nanny . Sem contar a infinidade de filmes que tenho assistido: todos os dos Beatles, "A fantástica fábrica de chocolate", etc, etc.

Eu AMO a Sabrina, mas o Salem é o melhor!

Na internet, tenho me inspirado bastante como site Pinterest , que é cheio de imagens lindas e coisas legais (aliás, visitem o meu perfil lá). Tenho também visitado UM MONTE de sites sobre decoração/arte/artesanato, e me impressiono com a quantidade de coisas lindas que vejo o pessoal fazendo por aí.

Ganhei do meu marido lindo revitas dos Beatles, e fiquei super feliz! Sou, sempre fui e sempre serei Beatlemaníaca com muito orgulho!

Enfim, tenho feito bastante coisa, mas tirar o pó daqui que é bom, nada. Queria eu conseguir postar mais, mas não tem dado certo. Acho que inspiração é uma coisa bem doida: quanto mais você quer criar, mais difícil parece. O melhor mesmo nesse caso é deixar rolar. Então, seu eu demorar muito pra reaparecer, já sabem: não é nada de mais, só estou por aí...

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Coisas que a gente aprende meio sem querer

Esses dias que passei no hospital foram muito bons para mim, pois pude perceber algumas coisas:

Enqüanto eu reclamava de dores no peito e braços, e do desconforto de ter um dreno pendurado na axila, prestei atenção na senhora que dividia o quarto comigo: ela tinha feito uma cirurgia de intestino e, por isso, estava usando uma sonda de alimentação pelo nariz. Não era uma visão muito bonita e, além disso, era visível o quanto aquilo a afligia, pois ela nem conseguia falar direito com aquele negócio no rosto. Foi aí que me dei conta de que meu dreno nem era assim tão horroroso. Muitas vezes superdimensionamos tanto nossos problemas que quase nem percebemos que eles, perto dos de outras pessoas, não não passam de coisas pequenas.

Mais tarde me chamaram para tirar um Raio X num outro andar do prédio e o enfermeiro, aproveitando a viagem, buscou um rapaz de outro quarto para também tirar Raio X. Esse rapaz estava com um dreno enorme, parecia uma garrafa cheia de sangue (o meu era apenas uma bolsinha), e a espessura do cano que o ligava ao dreno tinha o dobro (pra não dizer o triplo) do meu. Perguntei a ele por que estava usando aquilo e, para o meu espanto, ele relatou um caso idêntico ao que eu passei (pulmão "colado" nas costelas). A diferença é que foi preciso operá-lo duas vezes, enqüanto que comigo em um procedimento só  meu problema já estava resolvido. Nesse momento vi que até que eu tinha tido "sorte", e que eu estava exagerando um pouco nas reclamações, afinal, apesar de toda a dor que eu sentia, ainda assim eu tinha sofrido bem menos que ele.

Percebi também o quanto amo o meu lar e as minhas coisinhas. Se antes acontecia de eu me sentir "entediada" sem ter muito o que fazer em casa, no hospital eu rezava pra que o médico me desse alta o mais rápido possível; eu sentia falta da minha cama, dos meus livros, dos meus bordados... enfim de tudo o que me cerca diariamente. Meu marido lindo sentiu a mesma coisa, pois nesse tempo todo ele esteve ao meu lado.
Sem contar que até  simples ações como pentear o cabelo, vestir uma camiseta, etc, se tornaram difíceis e um pouco dolorosas por causa dos pontos e do dreno. Até agora ainda sinto um pouco de dor (tirei o dreno segunda feira), mas me sinto super alegre por já conseguir me espreguiçar, pegar coisas em lugares altos e tudo mais.


A gente só dá valor ao corriqueiro quando nos vemos repentinamente afastados dele.

A vida é cheia de aprendizado mesmo. Até quando nem esperamos.





sábado, 23 de julho de 2011

Fui parar na mesa de operação!


Não aconteceu nada de grave comigo, mas a cirurgia a qual fui submetida dia 19/07 representou um marco em minha vida: me livrei da hiperidrose, um mal que me afligia praticamente desde que nasci.

Para quem não sabe, hiperidrose é o excesso de suor em determinada região do corpo. O meu caso era de hiperidrose palmar (nas mãos) e um pouco também de hiperidrose plantar (nos pés). Isso sempre foi um transtorno para mim, pois, ao contrário do que quem não tem o distúrbio pensa, não é apenas "um pouco de suor a mais". Minhas mãos chegavam ao ponto de escorrerem suor se eu segurasse por muito tempo  alguma coisa. E isso não era apenas em dias de calor: muitas vezes no inverno, e apesar do frio que podia fazer, lá estavam minhas mãos suando tanto que chegavam a inchar e perder a sensibilidade. Essa situação estava me atrapalhando até em atividades simples, como escrever, desenhar, bordar e até dirigir (já que minhas mãos escorregavam no volante, o que é um perigo).

Comecei a perceber que isso que eu sempre tive era um distúrbio quando, aos 14 anos, vi na TV casos parecidos com o meu. Até então eu achava que isso poderia ser "natural" e que eu conseguirira viver com esse problema numa boa. Mas com o tempo isso foi me incomodando cada vez mais, e então resolvi pesquisar sobre o assunto. Achei na internet o livro Suando em Bicas que me surpreendeu com  a semelhança da história de vida da autora em relação à minha. Descobri que o procedimento cirúrgico que cura a hiperidrose (que se chama Simpatectomia Bilateral )  nem é tão invasivo quanto eu imaginava (sempre morri de medo de cirurgias), e decidi: eu iria fazer aquela cirurgia de qualquer jeito.

Me consultei com um cirurgião torácico, médico responsável pela simpatectomia, e logo fui encaminhada para exames pré-operatórios. Em menos de um mês consegui marcar a data do grande dia em que me livraria de vez dessa tortura que era ter as mão pingando.

Passei pela simpatectomia mas, como tive pneumonia aos 4 anos, meu pulmão direito estava "colado" às costelas, e por isso os médicos tiveram que "descolá-lo", o que me fez acordar da anestesia com um dreno ligado ao meu lado direito do corpo.
Senti muita dor e desconforto (continuo sentindo aliás, porque já estou em casa, mas continuo com o dreno), mas sabe de uma coisa? Tudo valeu a pena. Minhas mãos estão perfeitamente secas, às vezes nem acredito que isso esteja acontecendo de verdade, de tão bom que é.

E agora só penso  na quantidade de coisas que vou poder fazer sem me preocupar com a sudorese: desenhar, pintar, bordar, escrever... enfim, uma infinidade =)

domingo, 10 de julho de 2011

That's life

Disseram que eu mudei, que não sou mais a mesma de antes. Eu não mudei. Continuo sendo a Isabela, fã incondicional dos Beatles e de Rock'n'Roll,  que adora livros e veste boca de sino e sai alegre e saltitante por aí.
A minha essência não mudou e nunca mudará, pois, ao contrário de muita gente, não sou volúvel e não me deixo levar com a maré.

O que acontece é que me não me apego a velhos (pré)conceitos. Me permito conhecer coisas novas, e não tenho medo de errar. Prefiro mil vezes arriscar e viver uma vida feliz a continuar na eterna "zona de conforto" que, na verdade, nem é muito confortável, pois é feita da poeira de tempos que já se foram.

Tudo que é vivo se renova, esse é o segredo. E, como a vida continua pulsando fortemente em minhas veias, eu me renovo também. Por isso é que não tive receio de investir em todas as transformações pelas quais passei. Mudei de casa, de cidade (e de alguns amigos também); me casei e... cá estou eu: feliz e realizada, olhando em frente e avistando um horizonte cada vez mais luminoso.
Passei a ouvir metal, mas nem por isso deixei de ouvir MPB; passei a freqüentar outros lugares e ver outras pessoas, mas isso não me fez alguém diferente do que sempre fui.

Uma coisa é deixarmos nossa personalidade e nossos gostos serem como chuvas de verão: passageiras (coisa que, ainda bem, não acontece comigo e muito menos com o meu marido); outra (tão radical quanto) , é nos  prendermos a "cadeias mentais" que não permitem que conheçamos coisas novas. A vida é cheia de circunstancias, aprendizados, direções. Cabe a nós sabermos qual atitude tomar. Eu já tomei já minha, estou tranqüila ao lado do meu marido, e sempre estarei. Se isso incomoda alguém ou faz com que pensem que "não sou mais a mesma", mil perdões, mas só posso dizer que quem ter que saber disso sou eu, e ninguém mais.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Meus 21 anos

Há 21 anos atrás, em pleno jogo do Brasil na Copa de 1990, nascia eu, a autora doida desse blog.
E, modéstia à parte, tenho muito orgulho de todos os momentos que vivi nesses 21 anos. Momentos de muita alegria, aprendizado, plenitude, amizades, enfim, uma vida muito bem vivida. E, para comemorar essa data que pra mim é muito especial, mostro agora algumas fotos que registram bem toda a "evolução" da minha vida:
 
 
Em março de 1991, aos 9 meses de idade.


 Em agosto de 1993, aos 3 anos de idade. Sou a 3ª da direita pra esquerda.

 Com meu pai e minha irmã, em 1994.

 Comemorando 5 anos, em 1995.

Em 1996, aos 6 anos.





 
 Ambas as fotos com minha irmã e em 2001.

 Comemorando 12 anos, em 2002.

 Irmãs estilosas em 2002.


 Com minha amiga Camila, em 2006.

 Com o meu marido Nelson, no nosso casamento, em fevereiro desse ano.

Acredito que a vida é uma passagem cheia de lições e momentos que nos marcam. Essas fotos representam um pouco de tudo o que já vivi; sei que muita coisa vem por aí, e não tenho medo de viver e ser feliz.
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