domingo, 26 de dezembro de 2010

Os filmes que vi recentemente

Nesses últimos tempos tenho assistido muitos filmes - tantos novos quanto clássicos do cinema - e, assim como amei alguns, detestei outros. Aí vai uma lista dos que recomendo e dos que nem merecem ser vistos (na minha humilde opinião) :

A Orfã (eu recomendo)


História de uma família que, após perder uma de suas crianças, resolve adotar uma garota chamada Esther, que aparentemente é muito madura para sua idade. O que essa família não sabe é que, por onde Esther passa, algo sempre acaba dando errado. Filme bom, com final surpreendente , adorei desde que vi o trailer.


The Runaways (eu recomendo em partes)


História verídica de uma das primeiras bandas compostas só por garotas que existiram no meio do Rock'n'Roll. Tanto Dakota Fanning quanto Kristen Stewart vestiram bem as camisas de seus papéis, mas o filme em si é muito exagerado em vários aspectos, o que acaba tornando-o um pouco cansativo.


Suck (NÃO RECOMENDO, É UMA MERDA!!!!!)


Quando eu e meu namorado vimos a capa do DVD desse filme na loja, pensamos ser um filme ótimo. Afinal, não é por menos: história de vampiros de verdade (não aquela gayzisse de Crepúsculo), com participações mais que especiais como Alice Cooper e sua filha, Iggy Pop, o guitarrista do Rush, entre outros.
Só que tudo isso ficou apenas na promessa, porque esse é um daqueles filmes trash tipo B (quase C, de tão ruim) que você vê uma vez e nunca mais tem vontade de assistir de novo. Sincera e bruscamente dizendo, achei esse filme uma enorme bosta.


Resident Evil 2 (eu recomendo)



Continuação do filme inspirado no vídeo game homônimo, esse é uma daquelas receitas de filmes exagerados (demais) em suas cenas explosivas e de luta, mas que, na essência, cumpriu bem o papel de continuação. Gostei.


Rejeitados pelo Diabo (eu recomendo)



Filme doentio, continuação de "A casa dos mil corpos" (o qual não assisti ainda, haha) dirigido por Rob Zombie. Apesar de ter sido rodado em 2005, a história foi muito bem situada nos anos 70, com uma fotografia incrível que chega a ser incompatível com o enredo sangrento e infame da história. Vale destacar que a trilha sonora é perfeita praqueles que, assim como eu, amam Classic Rock.


Enfim, esses foram alguns dos filmes que vi. O que acharam deles??

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Show do Paul McCartney: realização de um sonho!

exatamente uma semana atrás, vivenciei um momento histórico na vida de muitas pessoas que, assim como eu, são beatlemaníacos: assisti a um show de Paul McCartney bem na frente do palco. Foi algo maravilhoso e que sinceramente cheguei a pensar que nunca aconteceria comigo, pois até então Paul não dava sinais de que voltaria a pisar em terras tupiniquins tão cedo. Esse sonho só realizei depois de um certo esforço, força de vontade e muita paciência. Narro a seguir como foi que tudo aconteceu:



A NOTÍCIA DO SHOW E O SACRIFÍCIO NA COMPRA DO INGRESSO

Como todos sabem, em outubro foi anunciado que Paul McCartney voltaria, depois de 17 anos, ao Brasil para fazer alguns shows em São Paulo e Porto Alegre. Quando descobri isso eu quase tive um treco, fiquei morrendo de medo de não conseguir ingresso e tudo mais.
O primeiro stress que passei foi ao saber que na pré-venda só aceitariam cartões Bradesco (justo eu, cliente de outro banco). Minha sorte foi que, depois de quebrar a cabeça tentando achar alguém que confiasse suficientemente em mim para emprestar um cartão, meu namorado Nelson conseguiu um amigão dele que me deu essa força. O cartão era American Express que, dizia o site do ingresso, também seria aceito na pré-venda. Só que não foi bem assim que aconteceu, pois quando chegou o dia da tão esperada compra, quando eu já havia quase fechado o pedido, apareceu no sistema que apenas cartões Bradesco estavam sendo aceitos até aquele momento. Minha raiva naquela hora foi enorme, eu não sabia o que fazer. Até que, no Twitter, vi que um pessoal tinha acabado de passar a senha do fã clube do Paul pra quem quisesse utilizar na compra, pois com ela se poderia passar qualquer cartão. Tarde demais pra a mim, porque quando finalmente usei a senha, já não haviam mais ingressos disponíveis para a pista prime que eu tanto queria.
Fiquei desolada. Acabei comprando para a arquibancada, que era um dos poucos setores que ainda tinham ingressos. Mas não fiquei contente, me senti frustrada e impotente diante disso tudo.
Então, poucos dias depois, divulgaram a notícia de que Paul faria um show extra no dia seguinte ao que eu iria. Não pensei duas vezes: cancelei o ingresso de arquibancada e fiquei à postos aguardando a pré-venda e com o Twitter aberto, só esperando que lançassem a nova senha do fã clube. Nem passou pela minha cabeça avisar ao amigo do Nelson que eu usaria mais uma vez seu cartão, eu só conseguia pensar no show. E finalmente meu esforço e loucura foram recompensados: consegui comprar o ingresso para o setor que eu tanto sonhava!!
Foi uma alegria tão grande no momento da compra que saí gritando pela casa afora em plena madrugada, acordando minha família que nem sabia o que estava acontecendo!
No dia seguinte, meu pai até disse: "Você é fogo, hein Isabela, não sossegou até conseguir ficar na cara do cara!".

A VÉSPERA

Com a ansiedade aumentando a cada segundo, assisti e gravei em VHS o show de domingo, o primeiro que Paul fez em São Paulo. Chorei muito vendo ele cantar "My Love" e quase pude sentir exatamente como seria no dia seguinte: muitas lágrimas de felicidade e histeria em ver um dos caras que fez a trilha sonora de minha vida!


O GRANDE DIA

Rumamos eu, Nelson e um amigo nosso para o Morumbi e chegamos lá por volta do meio-dia. Fui logo para a fila da pista prime enqüanto meu namorado arranjava algum lugar para estacionar o nosso carro. A fila estava calma, mas depois começou a crescer enormemente.
Fila calma



Fila crescendo


Um tempo depois eles voltaram e esse nosso amigo tosco começou a tocar violão e cantar algumas músicas dos Beatles. Aí, o pessoal que estava na nossa frente na fila quis cantar junto. O negócio virou uma bagunça, teve até um cara com uma câmera profissional (que suspeito que seja da equipe do Paul, pois no palco as câmeras eram iguais a desse cara) que nos filmou cantando. Nesse meio tempo, comprei uma camiseta regata linda do show escrita "EU FUI".

Nelson e seu amigo tosco.

Eu e minha camiseta linda!


Enquanto a bagunça rolava na fila, choveu forte pra caramba. Até por isso, a entrada que estava agendada para às 17:30h atrasou, e o povo só começou a entrar no estádio lá pelas 18:30h. Quando a fila começou a andar, me despedi do meu namorado e fui para a revista. A policial só olhou minha mochila, nem me revistou e logo depois me liberou. Fui até a catraca, passei meu ingresso e pronto: vi o palco lá em frente. Aí saí correndo na chuva, tentando guardar o ingresso na carteira e me enrolando com a capa de chuva. Nessa correria os seguranças pediam para que não corrêssemos, pois o chão estava molhado e poderíamos nos estabacar no chão; ninguém (muito menos eu) queria saber, a gente estava era louco para chegar o mais perto possível do palco. E, quando dei por mim,estava a poucos passos da grade, num lugar privilegiadíssimo onde dava para ver o palco inteiro! Todos ao meu redor estavam como eu, bobos de alegria e sem acreditar na nossa sorte maravilhosa.


Tirei essa foto sentada no chão, esperando o show. Olha como eu tava perto do palco!

O tempo foi passando, choveu muito, e até cheguei a temer que o show fosse cancelado por causa da chuva, mas no fim, ela deu uma trégua. A ansiedade só aumentava, até que, no telão, começou a passar um "recapitula" de toda a carreira do Paul, com um pout-pourri remix de várias de suas músicas (que, sinceramente, eu não gostei, pois não sou fã de remixes). Cada vez mais eu tremia de ansiedade e emoção, pessoas que eu nem conhecia e estavam perto de mim até me falaram até pra eu ficar calma, haha!

Até que, enfim, o remix acabou, ficou um silêncio e... e... O PAUL APARECEU NO PALCOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!

Eu eu quase morri de tanto gritar e chorar!!!! Ele começou cantando "The Magical Mistery Tour", e eu só soluçando, sem acreditar que meu sonho estava se realizando. Era incrível, daonde eu estava conseguia vê-lo perfeitamente bem. É uma pena que as pilhas da minha câmera descarregaram pouco antes de eu entrar no estádio, tive de usar a câmera do meu celular e a resolução das fotos que tirei ficou péssima.



Foto de péssima qualidade, mas é o Paul!!!


Em um dado momento, gritei " Paul!" e fiz sinal de "Paz e Amor" para ele e... ELE ACENOU PRA MIM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O show foi maravilhoso, ele falou várias frases em português e fez muitas peripécias: rebolou, tirou sarro da gente na chuva... os momentos que particularmente me marcaram foram quando ele cantou "Something" em homenagem ao George enquanto apareciam muitas fotos dele no telão que eu nunca nem tinha visto antes (chorei muito, pois lembrei de quando o George faleceu e de como isso doeu na época), e na música "Live And Let Die", que teve fogos explodindo do palco literalmente pra nossa cara (deu até para sentir o calorão!).

Ao todo Paul tocou mais de 30 músicas em pouco mais de 3 horas e eu tive chiliques em todos os momentos. Enfim, o show terminou com um simpático "Até a próxima" dito por Paul seguido de uma chuva linda de papéis picados verdes e amarelos.
Papéis do show que colei no meu caderno.

Posso dizer sem sombra de dúvida que esse foi um dos melhores dias da minha vida, realizei meu sonho de ver um Beatle de perto, muito perto!


sábado, 9 de outubro de 2010

Nowhere Boy


Se não fosse por um gênio que nasceu há exatamente 70 anos atrás, eu nem me auto denominaria "Nowhere Girl".
Se esse cara não tivesse criado uma bandinha com amigos da escola, muita coisa poderia não ter acontecido, e o mundo seria muito diferente do que é hoje (pelo menos culturalmente falando).


O homem que propôs a paz e viveu em função do amor e da liberdade, se estivesse vivo hoje, completaria setenta primaveras. Cinqüenta a mais que eu. E o que de melhor posso fazer é essa singela e pequena homenagem.

Pois ele e seus três amigos mudaram meu final de infância, adolescência, e vêm marcando presença no meu início de idade adulta. E indubitavelmente eles também mudaram a vida de muita gente.

John Winston Ono Lennon era e continua sendo a personificação da audácia da vida, sobrepujando todo e qualquer negativismo, confirmando assim que viver pacificamente e amar plenamente sempre vale a pena. Ele foi o exemplo maior de que a música definitivamente é linguagem universal, transpõe barreiras, vai muito além do que se imagina. E assim, usando de toda sua vivacidade e inteligência, John conseguiu sua marca no mundo. E desde então o mundo nunca mais foi o mesmo.

Que nessa data tão representativa possamos lembrar de Lennon não com uma saudade dolorida, mas sim com a alegria de saber que sua vida, apesar de ter sido curta, foi muito bem vivida. Que cantemos suas canções com o mesmo amor e intensidade com que ele as escreveu. E que levemos adiante sua idéia de paz e amor acima de tudo.

Pois a paz nos faz bem, e o amor é o propulsor da vida.

Parabéns John Lennon!!!!!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Referência

Estava eu a procurar uma palavra no dicionário, quando lembrei de uns textos ótimos que meu namorado escreveu na contracapa do já citado dicionário. Eles resumem maravilhosamente bem minha linha de pensamento e, por isso mesmo, transcrevo agora um desses escritos do meu amor:

"Não é de hoje que o bestialógico campeia, só que agora está assumindo proporções assustadoras. Que se sinta à vontade no trono do poder é até compreensível; o espantoso é que transite com desenvoltura por todas as castas socias e meios de comunicação.

As consciências nestes tristes trópicos preferem ser iludidas a serem esclarecidas.

A teratologia verbal e gramatical a poucos incomoda, e o respeito à lógica já está sendo caracterizado como alienação mental.A escuridão intelectual se espalhou de tal forma que a clareza e a distinção cartesianas começam a ser depreciadas como firulas ou forma alienígena de pensar.

Não demorará para que a ilogicidade e a renúncia à inteligência sejam defendidas com resistência por pessoas inscientes, sem rumo e sem prumo. Ante a legalização da idiotice, que se protejam as cátedras!!!


'Penso, logo existo.'
(René Descartes)

Por esta máxima, quantos deixariam de existir?!?!"

Nelson de Lima, 10/02/2010

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Desse nosso amor.

Vira e mexe e penso no quanto tenho sorte: quando eu era pequena, sonhava em um dia conviver com gente do meio musical, até mesmo porque sempre amei música. Até que um dia me deparei sentada em uma mesa de bar com três caras falando sobre amplificadores, sons, o próximo ensaio, etc. E um desses caras é o meu namorado. Quer dizer, de uma forma totalmente inconsciente, acabei exatamente aonde eu queria, e ao lado de alguém exatamente como eu sonhava.
Meu amor não se encaixa nos meus devaneios apenas por ser músico. Ele tem o que eu sempre quis encontrar em alguém: me entende, gosta de livros, conversa sobre os mais variados assuntos, não é superficial, odeia covardia, não muda sua essência.
E, acima de tudo, ele é o homem que eu amo.


Meu amor, Nelson, em várias épocas e lugares. Sempre guitarrista, sempre baixista. Nunca deixou de tocar e curtir som, e nem deixou de ser quem sempre foi. Nunca baixou a cabeça pra ninguém. Morro de orgulho dele.



E, por isso mesmo, é com grande prazer que agora posso falar aos quatro cantos do mundo:

Eu vou me casar com ele!

A maioria das pessoas diz logo de cara: "mas, casar agora pra quê? Você é tão novinha!". Ora meus queridos, não é porque sou "novinha" que não posso ter certeza do que quero. Nunca me senti tão bem ao lado de alguém quanto me sinto dele. Muitas vezes lembro de quando estamos juntos e sinto como se fôssemos parte de um todo quase que indivisível. Nossa essência tem uma ligação inexplicável e incrível, como se sempre tivesse existido. E sinto que, no fundo, sempre "esperamos" um pelo outro, mesmo vivendo em tempos e modos tão diferentes. Nos conhecemos no nosso momento certo, nem antes nem depois da hora exata, e isso pra mim só é mais um sinal de que tudo tem que ser ao seu tempo, não há como antecipar as coisas.

Muita gente vem dizendo que casamento é "uma instituição falida" mas, sabe, esse é apenas o clichê que o senso comum usa atualmente. Meus pais completarão 25 anos de casados agora, em 2010 (e isso porque minha mãe se casou "novinha", com 19 anos) e eles sempre foram para mim um exemplo de casal unido e cúmplice. John e Yoko não se desgrudavam, e viveram 12 anos juntos, apenas separados pela morte. Tenho certeza de que, se John estivesse vivo, eles estariam aí, firmes e fortes, com suas idéias revolucionárias. Tanto que até hoje a Yoko (@yokoono) leva adiante os projetos do Lennon.
Isso sem contar inúmeros casais, anônimos ou não, que se mantêm sempre sólidos, não deixando o amor se apagar pela rotina e percalços da vida. Sei que eu e meu amor seremos assim.
Nossa vida será muito linda e feliz, tenho certeza. Não somos o tipo de pessoa "folha seca", que vai aonde o vento nos leva. Temos os pés fincados na realidade, a cabeça centrada no que acreditamos, e o coração cheio de amor puro e sincero.


Amor eterno.


sexta-feira, 30 de julho de 2010

Flash back do 1º semestre de 2010

Passei por tantas coisas legais que relembrá-las me deixa ainda mais feliz. Então lá vai:


Passei a virada do ano na praia
- Com um monte de gente legal, e super feliz com meu amor.
Meu namorado doido.

Eu, no mar.


Conheci Minas Gerais no Carnaval - visitei Monsenhor Paulo (onde mora um fã da banda do meu amor), Campanha, Três Corações e... São Thomé das Letras! Adorei.

Alvinho e a tatuagem com o nome da banda do meu namorado nas costas.




Fui na Virada Cultural de São Paulo - eu, meu namorado e um casal amigo. Lá encontramos mais meio mundo de gente conhecida, foi muito legal. Vimos Shows do L.A Guns, Krisium, Living Colour, Brothers Of Brasil (do Supla com o irmão dele), e mais um monte de outros shows legais. Encontrei até uma menina que eu só conhecia de fotolog - coincidência pouca é bobagem, hehe.






















Com meu amor, virados na Virada.
Com a Carol, que eu só conhecia de internet.


Completei 20 anos - Abri a comemoração com chave de ouro num barzinho chamado Old School e na seqüência em outro, o Lolla Palooza. Depois ganhei do meu amor um Ray - Ban lindo que há tempos (diga - se anos) que eu queria. Nosso amigo Jason completou 23 anos no mesmo dia, por isso, dividimos o bolo.

Jason e eu no nosso aniversário.
Rogério, Carol, eu, Nelson, Jason e Roberta.


Com meu Ray-Ban lindo.



Finalmente conheci Paranapiacaba e acampei com meu amor num Camping muito doido chamado Simplão de Tudo - Fomos lá por indicação do Douglinhas, um amigo nosso. Nem sabíamos o que nos aguardava: um monte de doidos ouvindo o maior som e uma natureza linda! Era aniversário da dona do lugar - a Cris Doidona - e o pessoal tocou até amanhecer (inclusive meu namorado!). Foi ótimo, mesmo estando um frio de rachar.


. Eu no Simplão de Tudo.

Cris Doidona.

Nelson tocando no Simplão.
Eu, Nelson e Douglinhas em Paranapiacaba.





Fora todas essas viagens e situações, vivi muitos outros ótimos momentos. O que me deixa feliz é isso mesmo: sair, me divertir com quem eu amo, aprender e conhecer coisas legais... enfim, viver. Acredito no que disseram os Beatles: "Life is very short, and there's no time for fussing and fighting,my friend."

E sigo vivendo o mais intensamente possível.












quarta-feira, 26 de maio de 2010

Três anos de "blogagem"

Lembro bem de como foi: depois de fuçar no blog de uma amiga, me animei e resolvi criar meu próprio, pois aquele "Criar um blog" era tentador demais. Fui numa lanhouse, me matei pra conseguir montar tudo, mas gostei do resultado. Assim nasceu o Nowhere Girl, com posts tosquinhos, dado o fato de que eu só entrava na internet uma vez por semana e escrevia besteiras na correira, com medo do tempo da lan se esgotar de repente.

Acredito que minhas postagens melhoraram, sempre refletindo de um jeito ou de outro as idas e vindas da minha vida. Nesses três anos vivi muitas coisas, aprendi bastante e sinto que amadureci um pouco. Mas nunca deixei de ser Isabela M. Lennon, "garota de lugar nenhum", beatlemaníaca apaixonada por música e pela vida.

O blog também passou por visuais diferentes: foi do layout padrão verde escuro com bolinhas laranjas, azuis e verde claro, ao template em tons pastéis e decorado com desenhos de guitarrinhas Les Paul e Explorer, até ficar definitivamente assim: encapado de jeans. E assim permanecerá, pois é desse jeito que eu gosto: despojado e com o meu jeito. Nunca antes esse blog teve tanto a minha cara quanto atualmente.

Pretendo comemorar muitos e muitos anos ecrevendo aqui. Mesmo que o tempo passe e as coisas mudem, sei que não abandonarei esse espaço, pois criei um carinho muito grande por ele. Foi por aqui que conheci muita gente legal, desenvolvi algumas opiniões e expressei idéias. Tudo bem que ultimamente até ando meio sumida, postando vez ou outra, mas acho pausas assim saudáveis até, pois quando volto a postar, volto com muito mais ânimo.

Enfim, só quero registrar aqui o quanto estou contente com mais um ano de Nowhere Girl, e dizer que muitos e muitos outros virão =)

terça-feira, 18 de maio de 2010

A resposta mais linda que eu poderia receber.

O post anterior foi escrito a partir de uma mensagem que mandei para o meu namorado. De tanto que gostei do que escrevi, resolvi colocar aqui. Agora transcrevo a reposta que meu amor me mandou:

"Transitórios foram em todos esses anos meu envolvimentos, até o dia em que a conheci, verdadeiramente a descobri, e senti que nosso amor é sincero, permanente, imutável e, como dinastias, digno de eternamente ser lembrado."

Lindo.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

"All things must pass" (except one)

Tudo é transitório: a dor de cabeça, a conta atrasada, a dor, a vontade de fugir, a tristeza, as alegrias, as vontades, os desejos, os prazeres, as desigualdades, os desacertos, as músicas, o trabalho, os estudos, as conquistas, os livros, os filmes, as viagens, as manhãs, as chuvas, as sensações, as fases da lua, as noites, as tragédias, as celebrações, as opiniões, as modas...

a vida.

O que não é transitório é o amor. Esse, se verdadeiro, permanece, e vai muito além de todas as fronteiras que aparentemente nos barram.

E nos leva muito a frente de qualquer coisa temporal.

Digo isso porque sinto, amo, e sei que é meu amor é real, e nunca passará.

Sou obrigada a discordar do George Harrison: nem todas as coisas devem passar.



Nelson, te amo infinitamente.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Eu recomendo


Em 2006, em meio a uma mostra de cinema daqui de São Paulo, um dos filmes que estava em cartaz chamou minha atenção: "The U.S vs. John Lennon". Como na época eu não costumava sair sozinha, não era em todos os cinemas que estava passando, e não tinha ninguém para ir comigo, acabei não conseguindo assisti-lo, e fiquei meio triste por isso. A única coisa que me "consolou" foi ter ouvido no rádio que logo esse documentário entraria em cartaz em outros cinemas. Só que não foi, e acabei até esquecendo disso tudo.
Então, quase 4 anos depois, estava eu a caminho da escola ouvindo rádio quando ouço o locutor dizer: "estréia semana que vem o filme sobre John Lennon e sua relação perturbada com os E.U.A; filme do qual Yoko Ono disse que o próprio John amaria". Endoidei. E coincidentemente meu namorado estava também ouvindo rádio na hora desse anúncio, e acabamos combinando de irmos assistir.

O filme é uma mistura de colagens de vídeos de várias épocas da vida de John (entre os anos de 65 até mais ou menos 75) e depoimentos de amigos de John e Yoko e pessoas que fizeram parte do momento político da época. Mostra a postura firme de Lennon em reprovar guerras como a do Vietnã e suas campanhas em prol da paz bem humoradas e incisivas como o "Bed in" e os diversos cartazes com a inscrição "War is over - if you want it" que foram colocados em várias cidades do mundo. John se apresenta sempre com uma resposta pronta à toda e qualquer pergunta feita por jornalistas e não titubeia em nenhum momento, mesmo quando duramente criticado e ridicularizado por políticos e membros da imprensa. "The U.S vs. John Lennon" destaca o quanto os Estados Unidos se incomodavam com toda a influência que Lennon exercia em seu público e os meios de que governantes e agentes lançavam mão para tentar calá-lo.
O filme também deixa transparecer toda a participação de Yoko em idéias de John e o quanto ela era importante para ele. A própria, nos últimos instantes de seu depoimento, lança ainda a suspeita de que a morte de John possa ter relação com toda essa rixa existente entre ele e os E.U.A (algumas pessoas acreditam que o assassino de Lennon, Mark Chapman, tenha sido sugestionado a matá-lo, e não que tenha feito isso por espontânea loucura).

Sinceramente, muitas das imagens de John eu já conhecia de ter visto em outros documentários e clipes. Mas não pude conter a emoção ao vê-lo (até mesmo nos Beatles) em tela grande (coisa que nunca tinha me acontecido antes). Sem contar que a forma como encaixaram as imagens conseguiu mostrar bem a personalidade explosiva, sarcástica (quase cáustica) e revoltada de Lennon, que muitos não conhecem.
Os momentos mais marcantes (na minha opinião) foram as cenas de Lennon com Yoko e todo amor que um demonstrava pelo outro, e ao final do filme a imagem dela visivelmente emocionada e segurando o choro (mais uma coisa que eu nunca tinha visto até então) e dizendo que o trabalho dele nunca morrerá.
A mensagem que fica é a que o próprio John fala: "Enquanto pudermos fazer alguma coisa, faremos. Nunca vou deixar de dizer o que sinto."

A força de vontade e firmeza desse cara são exemplos maravilhosos para mim.


Trailer do filme:

sábado, 27 de março de 2010

6 Meses

Há seis meses atrás fui em direção a um caminho inimaginavelmente lindo. Iniciei uma história que me deixa cada vez mais feliz, e encontrei, definitivamente, o homem da minha vida.
Desde então vivemos momentos, fizemos viagens, descobrimos o quanto é forte o amor que nos circunda. E constatamos que nunca mais nos separaremos. E assim será.
6 meses se passaram tão rápidos quanto 6 dias e em todo esse tempo tenho sido feliz como nunca imaginei. E muita coisa vem por aí.

Parabéns a nós.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Descoberta recente


Em se tratando de literatura, meus gêneros favoritos sempre foram romance, contos, crônicas e biografias. Mas sei lá eu porque, poucas vezes tive vontade ou até mesmo interesse em ler algum tipo de aventura. Até que um dia me deparei, na casa do meu namorado, com o livro "Volta ao mundo em 80 dias" de Julio Verne. O nome desse autor sempre me foi recorrente em revistas e programas de TV que eu gostava de ler e assistir quando mais nova, e talvez até por isso mesmo, me interessei pelo dito livro. Em menos de duas semanas minha visão com relação à histórias de aventura, que até então beirava ao preconceito absurdo e infundado, mudou completamente.
Pelo menos no "Volta ao mundo..." me senti tão envolvida com as situações e lugares descritos ao longo do enredo, que ter de parar no meio de algum capítulo era algo quase insuportável, tamanho o suspense que causava. Verne soube como ninguém tecer acontecimentos e encaixá-los com inteligência e vivacidade. A história da aposta de Phileas Fogg, que o levou a tal viagem é narrada com leve ironia em relação ao comportamento tradicional britânico, e mostra todo um leque de diferenças entre as mais diversas formas de comportamento existentes em cada continente. O que mais me surpreendeu foi a destreza com que Julio conseguiu criar desfechos para as inusitadas dificuldades em que a personagem se encontrou ao longo de caminho. O final da história é tão surpreendente que me deixou com aquela cara abobada de "pôxa, como ninguém pensou nisso antes?". E esse se tornou daqueles livros que com certeza vou reler com todo o gosto daqui algum tempo.
Gostei tanto dessa história que tive vontade de saber mais sobre o autor, e, numa feliz coincidência, encontrei sem querer uma matéria sobre ele num número antigo da revista Galileu. Julio Verne conseguiu me surpreender mais ainda, pois, pelo que li, ele foi uma figura super interessante, criou inúmeras outras histórias que pretendo ler assim que tiver oportunidade e "previu" muita coisa, como várias máquinas que só iriam ser inventadas muitos anos depois.

E agora Julio Verne pode ser considerado mais um dos meus autores preferidos.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A eles

Minha saudação aos ignorantes.

À essas pessoas que andam por aí querendo sempre furar filas, passar a perna, encher o saco.
Que não respeitam aos mais idosos, muito menos às crianças de colo.
Que param bem na nossa frente no meio da calçada de repente e, ainda assim, acham ruim caso esbarramos nelas sem querer, no meio do susto.
Que não prestam atenção ao seu redor e atrapalham nosso caminho.
Que, mesmo vendo que estamos a centímetros de distância de uma porta, saem correndo alucinadamente à nossa frente, atropelando tudo o que estiver adiante, pelo simples prazer de não nos deixar entrar logo.
Aos boçais que se acham no direito de se intrometer onde não são chamados.
Aos grossos que são tão delicados quanto um elefante, mesmo quando estamos querendo apenas ajudá-los.
Aos inflexíveis e alienados que não vêem um palmo diante dos olhos e, mesmo nessa condição, querem nos fazer acreditar que a opinião deles é a certa, e que devemos segui-los cegamente.
Aos iludidos pelo materialismo, que mesmo não tendo o que comer no dia seguinte, não perdem a pose de filhinhos-de-papai.
Aos corruptos, covardes, babacas de toda espécie.
E àqueles que preferem viver no preconceito absurdo de situações ultrapassadas.

A todos esses tipos ignorantes, meu aceno distante, repleto de compaixão (em outras palavras: dó). Mal sabem eles que são "abençoados". Pois como disse John Lennon, "a ignorância é uma espécie de 'bênção': quando menos se sabe, menos se sofre."


Acho que ainda assim prefiro "sofrer".
---
(escrevi isso depois de meses me impressionando cada vez mais com a quantidade de gente indelicada e mal educada que vejo pelas ruas de São Paulo)
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...