Viver,viver. Viver é algo maravilhoso.
Sentir energia pulsando junto com o sangue pelas veias, e os sentimentos aflorando à medida que o tempo passa; conhecer mais e mais pessoas e ter a certeza de que todas vão nos acrescentar algo assim como também faremos isso por elas...
Olhar ao infinito e vislumbrar horizontes felizes onde a dor já se foi e só restou sonhar, passar tardes assistindo ao pôr-do-sol e sentindo falta de lugares desconhecidos...
Nadar em mares, piscinas, riachos; flutuar no espaço dentro de nosso próprio inconsciente. E ver que o futuro só traz coisas boas. Viver, sabendo que nem tudo é maravilhoso, mas que ainda é possível haver paz de espírito.
Viver é saber que "os sonhos não envelhecem" .
A vida é apaixonante justamente quando esquecemos de tudo e nos deixamos fluir. É saber (ou pelo menos imaginar) o que é plenitude. É sentir amor.
Amor, esse tema tão "aclichezado", mas que é o propulsor da vida, o combustível da poesia concreta que é viver. Sentir amor é viver, sentir amor pelo vento, pelo mar, por si mesmo, pela nossa "alma gêmea", pelo mundo e o espaço. Infinito, silêncio, céu, amor.
Viver é não se ter medo da pieguice, da repetitividade, do ridículo, da crítica.
Viver é libertar a alma.
Viver é ser.
Nunca me senti tão viva.
Eu amo viver.
Como juntos pudemos por esses dias observar, existem relacionamentos tão falsos e maquiados, absurdos de tal maneira, que a tolice e o despautério se firmam como seu sustentáculo.
Muito ao contrário, nossa união é demasiada forte e intensa, que só em pensar fico tresloucado e no devaneio de te ver.
AMO-TE
NELSON
16/11/2009
22:27PENSAMENTOS:
É certo que internamente nada evoluímos e que continuamos os mesmos bárbaros de outrora, e com isso onde hoje se encontra o amor?
Pobre e coitado do nobre amor..., atualmente acha-se dilacerado, corrompido e ofuscado pela banalidade, falsos valores e efemeridades...
...e diante de tanta mediocridade, como se situam aqueles que ainda no amor acreditam e desejam amar?
A esses restam-lhes, como em nosso caso, a benevolência das mãos do destino, aos demais, que os mortos enterrem seus próprios mortos.
Agradeço então ao destino por colocá-la em meu caminho.
Te amo nunca amei ninguém.
NELSON
12/11/2009
21:36"
--------
E eu, que desde pré adolescente não aceitava isso de ficar com qualquer pessoa justamente por ser contra a vulgarização dos sentimentos, encontrei sem querer alguém que pensa como eu.
- I -
“...e com seu coração empedrado, a fera fitou a Bela, tomou-a por seus braços e a beijou...; a partir de então esmoreceu e sucumbiu-se ao amor.
- II -
“...e a fera, pelo amor caindo vencida, entregou-se à Bela de corpo e alma com a certeza de que seus sentimentos e seu coração jamais a enganariam.”
- III -
“ ...e assim viveram felizes para sempre.”
(e essa, de certa forma, é nossa história)
"Dê este selo para 3 blogs que merecem virar um livro."São eles: Menin@ Yuna , Poesia Eletrônica , e Beirando o brega.
Dia claros, ar morno, aquela sensação de bem estar acompanhada de uma certa saudade.
A imagem de uma estrada enorme à frente e o mar, gigantesco, grandioso e imponente, dando o ar de sua graça logo ao lado. A estrada, a estrada. E o céu sem fim.
A noite que chega mais tarde, e esse cheiro de chuva que vem, mesmo quando não há tempestade à vista.
Uma sensação de que tanta coisa vem por aí.
E esse mar, ah, como é convidativo ao pensamento. O tempo passa, o vento bate no rosto, o que vem é a saudade, sempre ela, pesando. Saudade de lugares desconhecidos, de situações nunca vividas, de outros dias que nem sequer chegaram, e talvez nem virão.
Mas isso tudo se esvai, enqüanto The Band toca no rádio.
Há um tempinho atrás achei que fosse morrer de tristeza. Levei um tombo emocional enorme, e desde então sentia uma dor horrível. Quem convive comigo pôde presenciar, foram tempos muito difíceis.
Mas, surpreendentemente (até mesmo para mim), me recuperei logo. E vejo agora que essa recuperação tão rápida era como um tipo de "preparo" para os dias lindos que viriam logo em seguida.
Porque então conheci alguém fora de série: um cara incrível e com muito conteúdo.
A princípio fiquei com medo de tudo o que ele poderia representar. Minhas cicatrizes ainda estavam sensíveis, não era fácil me permitir deixá-las expostas e acabar correndo o risco de que elas fossem abertas novamente. Mas, com o passar dos dias, fui amolecendo e me entregando a um possível novo sentimento. Vi que valia a pena arriscar.
E não me arrependo.
Não me arrependo porque ele é aquele tipo de pessoa que surge quando menos se espera, vai tomando espaço e demonstrando o quão incrível é capaz de ser.
Que é simples, mas rico em idéias.
Que sabe o valor das pessoas.
Que tem sonhos e objetivos, e deles não desiste.
Um homem brilhante. Que surpreende mesmo sem querer. Assume sua identidade sem se intimidar perante os outros e não é covarde .
Portador de experiência e maturidade, sem deixar de ter a vivacidade de um menino.
Alguém realmente admirável.
Não achei que eu fosse estar tão bem quanto estou agora, me considero uma pessoa de sorte por isso tudo.
Veremos o que virá daqui pra frente.
"Ode à ti ó doce e adorável Isa, a Bela;
Bem-aventurados sejam os néscios, que em estado de letargia provaram do róseo dos teus lábios, e que como títeres, não souberam que neles se encontrava o néctar dos deuses;
Bem-aventurados sejam os néscios, que em estado de letargia puderam conhecer do calor do teu corpo físico, e que de forma efêmera deixaram esvair teu etéreo corpo;
Bem-aventurados sejam os néscios, que em estado de letargia, ainda que eventualmente, consagraram-se em compartilhar venerável companhia e dela pouco se importaram;
Bem-aventurados sejam os néscios, que em estado de letargia te fitaram e em nada desconfiaram que em teus olhos repousava os segredos da imensidão dos céus;
Bem-aventurados sejam os néscios, que em estado de letargia, e como acéfalos, condescenderam-se com teu intelecto, sem nunca sequer imaginar a vastidão e profundidade dos mares nele contida;
Bem-aventurados sejam os néscios, que em estado de letargia te acharam apenas atraente ou bonita, conquanto sei que te se assemelhas a uma deusa, e que em teu altar, haja vista esta declamatória, deverias ser venerada e ter os pés beijados todos os dias...
LENNOS
05/10/2009
23:55 "
Isso foi escrito por alguém muito especial que vem me conquistando cada vez mais.
Fico simplesmente sem palavras, é lindo demais.
Aiai.
Alguma coisa boa, grande, simples e surreal que vai surgindo por dentro. Uma vontade imensa de conhecer cada vez mais. A sensação de que era isso mesmo que se esperava.
Inquietação que não permite se pensar em outra coisa. Lembranças boas vindo uma atrás da outra, e provocando um sorrisinho de canto de boca quase imperceptível.
O frio na barriga que volta depois de tanto tempo.
E aquela vontade de se estar perto. Quanto mais próximo, melhor. Mais e mais.
Andar de mãos dadas, sentir a presença. As idéias que batem, pensamentos sincronizados.
O tempo que corre quando deveria se arrastar.
E a gente assim, descobrindo o que nem se esperava, vislumbrando coisas lindas, se surpreendendo cada vez mais.
E um bem estar imenso crescendo no peito.
Tem gente que pensa que caí de pára-quedas no Twitter, e ainda questiona o fato de eu sempre ter falado mal desse negócio. O que esse pessoal não sabe é que eu tenho Twitter há séculos. Posso dizer que essa é a única modinha de internet que conheci antes mesmo de cair no gosto do povo (pelo menos dos brasileiros, porque na época já se falava disso por aí fora).
Foi em 2007, lendo uma edição da Revista Pix, que me deparei pela primeira vez com uma citação sobre o "pássaro azul". Logo vi que era uma proposta de site de relacionamentos meio chôcha. Sei lá, não me pareceu interessante ver o que as outras pessoas estão fazendo ou me preocupar em falar disso várias vezes ao dia. Ainda assim, resolvi criar minha conta e ver no que dava. Não deu em nada, pois como eu disse, naquela época pouca gente aqui no Brasil conhecia esse site. E como eu não estava muito a fim de ver o que gente desconhecida fazia, desisti de mexer com isso e abandonei minha conta.
Foi a partir daí que comecei a falar mal do Twitter. Achava chato mesmo. Mas, como todo mundo sabe, a moda pegou, e aí vi que talvez a coisa pudesse ter ficado mais interessante. E reativei minha conta.
Continuo achando algo sem graça. Leio muita coisa das pessoas que sigo e sempre fico com cara de "tá, mas e daí?". Realmente vez ou outra tem algumas coisas legaizinhas e tal, mas é raro.
O que mais me diverte nesse troço é que posso monologar. Principalmente quando me dá a louca e fico hiperativa (coisa que tem acontecido demais ultimamente), uso esse sitezinho para despejar meu nonsense descabido. Aí até que é divertidinho.
So, why don't you follow me??
;)
É irônico, a pessoa que mais "ajudou" a melhorar minha auto estima e segurança é justamente a que mais se mostrou ser fraca, insegura e inconstante. Pois é, ele nem sabe, mas uma vez, há uns dois ou três séculos atrás, ele me disse coisas que me fizeram refletir sobre minha postura diante das pessoas e acabei concluindo que eu me colocava muito à baixo dos outros, e à toa. Foi aí que comecei a melhorar e descobrir meu potencial. Ele me "desafiou" inconscientemente e eu mudei por isso.
Eu acreditava de verdade que ele fosse alguém seguro de si, que soubesse o que quer da vida, ou que pelo menos tivesse alguma idéia em relação a isso. Mas que grande engano meu. Ele é só pose. Porque a atitude é de um grande looser que nunca leva nada adiante, que só vive em seu mundinho perdido em ilusões e que quando precisa de verdade tomar alguma decisão importante, sai correndo e se esconde debaixo da cama. Por trás de toda a carinha de mau que ele sustenta há apenas um menino assustado.
E eu só fui descobrir isso agora, depois de anos.
Todo mundo pelo menos uma vez na vida ouviu falar de Mamonas Assassinas. Eu, na época em que eles fizeram sucesso, era apenas uma criança de 6 anos, mas ainda assim eles marcaram bastante essa fase da minha vida. Lembro de meu padrinho ter gravado pra mim uma fita K7 com todas as músicas que tinham lançado, e me acabava de pular com os priminhos curtindo o som dos caras. Só que como eu era pequena, não entendia bem do que eles falavam e nem prestava muita atenção no instrumental deles e coisas do tipo. Apenas me divertia com o ritmo e as palhaçadas que eles faziam quando os via na TV.
Me lembro de quando eles morreram, foi um choque até pra mim, que era novinha. Fiquei chateada um dia inteiro só pensando no porquê do acidente deles ter acontecido, e ainda mais em Guarulhos, cidade onde eu vivia passando as férias e feriados prolongados, afinal é lá que grande parte da minha família sempre esteve. Demorou pra eu conseguir ouvi-los de novo sem ficar triste.
Até que, sei lá eu como, perdi a fita que meu padrinho tinha me dado. E então não ouvi mais sons dos Mamonas, só quando ia em alguma festa em que os colocavam pra tocar por brincadeira, etc. Uns dez anos se passaram desde então, até que um dia vi na TV que lançariam um documentário sobre eles e me interessei pela reportagem. Vendo imagens dos caras e ouvindo trechos dos seus sons, senti saudades.
Resolvi baixar umas músicas deles, mas fiquei com preguiça. Mas aí, recentemente, comecei a estagiar (bendito estágio!), e minha colega de mesa vivia ouvindo justamente eles enqüanto trabalhava. Aí não teve jeito, tive de pegar com ela o disco todo dos Mamonas.E foi ótimo, porque depois de tantos anos (e obviamente tantas mudanças na minha forma de ver muitas coisas) pude prestar mais atenção na qualidade musical dos caras. Eles eram incríveis!!! As distorções, mixagens e misturas de ritmos eram tão bem feitas que até me surpreendi de não ter reparado nisso antes. E até mesmo as letras, à primeira vista tão banais, na verdade eram carregadas de muita ironia e críticas inteligentíssimas. Ou você pensou que "a minha felicidade é um crediário nas casas Bahia" só tá lá na música pra poder rimar com "quanta gente, quanta alegria"??? Sem contar o quanto eles conseguiam imitar e tirar um sarrinho básico de ritmos como Heavy Metal, pagode e forró. Incrível.
Fiquei besta, sem acreditar em como consegui ficar tanto tempo sem curtir o som deles.
E o mais engraçado nisso tudo: muitas músicas deles trazem frases que traduzem exatamente o que passei há umas semanas atrás. Eu ouvia essas coisas e ficava rindo sozinha da minha própria desgraça e de como ela é tão bestinha.
Como por exemplo em "Uma arlinda mulher", onde o refrão parece fazer coro com o que certa pessoa disse pra mim :
"Você foi agora a coisa mais importante
"Subiu a serra, me deixou no Boqueirão
Se bem que, no meu caso, ele DESCEU a serra e me deixou aqui em SP mesmo. É, porque era pra eu ter ido junto, mas como disse antes, deu a louca nele, que nem mesmo nunca foi muito normal. Watheaver. O fato é que eu fiquei na merda de verdade. E, ainda em "Lá vem o alemão", mais um trecho que foi o que mais tenho cantado, principalmente depois de mais uma pataqüada do figura que me magoou:
"Toda vez que eu penso em você
Por isso, se você, que lê esse blog algum dia se deparar comigo pessoalmente e eu estiver com fone de ouvido rindo feito besta de aparentemente nada, já sabe: estou ouvindo Mamonas Assassinas, mais uns dos tantos caras que infelizmente morreram cedo demais.
E vamo curtir que o que é bom nunca "morre" de verdade (!):
Até que surgiu esse estágio e mudou minha vida [exagero mode on] . Fico quase o tempo todo na frente do computador, só mexendo no sistema interno do banco, posso ouvir música, levantar a hora que quiser e conversar com minha mais nova amiga Tamirys, que tem me ensinado todos os macetes do serviço.
Sabe, não querendo me achar, mas me considero uma pessoa de sorte. Estou onde sempre quis. Infurnada num escritório longe de qualquer contato com gente chata e trabalhando numa boa em algo que me deixa tranqüila. É, porque o serviço é meio repetitivo, coisa que adoro, pois minha cabeça viaja enqüanto faço 300 vezes a mesma coisa.
Eu não poderia estar melhor!!!
Pois um texto que ela escreveu há tempos atrás expressa bem o que sinto nesse exato momento:
"não há nada que me tire mais do sério do que a incerteza. minha vida pára. eu não respiro. odeio quando não me respondem emails. odeio quando somem e não atendem telefonemas. não quer falar? atende e manda tomar no cu. mas me deixar em standby é a coisa que eu mais odeio na face da terra, excetuando talvez metrô em horários de pico, acessos de buzina e coisas encaixotadas.
não me venham com incertezas.
se for fazer, faça. diga. pode ser desconfortável, mas pelo menos é honesto. nestes casos, o silêncio é quase uma mentira, além de uma covardia sem tamanho. de covardes eu já estou farta."
Eu queria dizer tanta coisa, mas na hora de falar dá branco. É aquilo do "o que eu ia dizer mesmo?" que me fazia rir demais. Ainda me faz dar uns sorrisos, mas nem de longe é como antes. Porque tudo o que foi bonito (pelo menos para mim) agora me soa dolorido.
Até que estou bem mais calma do que achei que fosse estar. Eu imaginava que ficaria como um zumbi por muito mais tempo, mas até que a recuperação está sendo rápida. É como tenho dito, sou muito mais forte do que eu mesma nem imaginava que pudesse ser.
Mas isso não significa que deixei de sentir dor. Ainda incomoda. Vira e mexe me lembro de alguma coisa, aí então tudo volta de uma só vez e me deixa de novo com a horrível sensação de que não devia ter sido assim. Eu não pude nem fazer nada. Decidiram por mim o começo e quando seria o fim, e agora fico eu nesse vácuo. E não sei o que será daqui pra frente.
No fundo tenho uma sensação que me conforta. Que me "diz" que tudo vai ficar bem, não importa como. Sei lá. Tá difícil saber qualquer coisa por enquanto.
Eu gostaria de entender bem de "mensagens subliminares". Ou, melhor, gostaria de parar de tentar entender o que não quer ser entendido, mas não consigo. Não consigo deixar pra lá, nem me fazer de insensível. Pra onde olho vejo algo que me faz lembrar dele.
É isso.
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